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Sala de Tortura

O Eixo

Sala de Tortura

Olha até acordei bem (o país que não ajuda)
Como dados corrompidos (um dado viciado)
Que sempre cai do lado errado

Eu vou contando os dias sem saber (quantos faltam)
Enquanto a tela grita em hd (outros calam)
A morte bate meta todo dia
Há quem pareça comemorar

E todo dia santo ou profano eles empurram os limites
Te colocam a leilão
E feito um anfíbio escaldado
Você engole calado sem nenhuma reação
Em notas de repúdio sem efeito que evaporam
Como gotas antes de tocar no chão
Vozes que só gritam aqui dentro enquanto
Os olhos testemunham essa impune aberração
Sem ação

Um pau de arara dentro da minha cabeç
É o que se forma quando eu paro e vejo o noticiário
Eu me esforço em ter resquícios de esperança
Mas ouço a realidade me xingando de otário
A ignorância prolifera quase que por toda parte
Já não sei mais onde estou a essa altura
Um prisioneiro dentro da minha própria casa
Confortável no sofá da minha sala de tortura

Sala de Tortura

Mira, incluso me levanté bien (el país que no ayuda)
Como dados corruptos (un dado amañado)
Que siempre cae del lado equivocado

Voy contando los días sin saber (cuántos faltan)
Mientras la pantalla grita en hd (otros callan)
La muerte golpea meta todos los días
Hay quienes parecen celebrar

Y cada día, santo o profano, empujan los límites
Te ponen en subasta
Y como un anfibio escaldado
Tú tragas en silencio sin ninguna reacción
En notas de repudio sin efecto que se evaporan
Como gotas antes de tocar el suelo
Voces que solo gritan aquí adentro mientras
Los ojos son testigos de esta impune aberración
Sin acción

Un potro de tortura dentro de mi cabeza
Es lo que se forma cuando me detengo y veo las noticias
Me esfuerzo por tener vestigios de esperanza
Pero escucho la realidad insultándome de tonto
La ignorancia se propaga casi por todas partes
Ya no sé dónde estoy a estas alturas
Un prisionero dentro de mi propia casa
Cómodo en el sofá de mi sala de tortura

Escrita por: Igor Almeida / João Júnior