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Anorexia II

O Lendário Caos Acústico

Anorexia II

Leve e fraco como uma criança
Estou em seu braço, a mão não alcança
O fruto da vida no galho mais alto
E você me criou lá dentro

O que acontece lá do outro lado?
Ela te pergunta de olhos fechados
Você sabe o quanto dói
Mas sabe o quanto ela te entende

Com sua pele clara
Com um hálito de inverno
Ela apaga o sofrimento da memória

Um rosto sonolento
Entre rosas entre velas
A primeira a ver o sangue ir embora

Ela se deita num campo de flores
Sem roupas e longe de todas as dores
Seringas e resto de vinho barato
E você me criou lá dentro

Com medo de tudo com medo do nada
Você fica mudo pois ela te agrada
Tão bela enquanto está bem afiada
E limpa por um momento

O vento queima e arde
Ela fica até mais tarde
Abraçando as flores e os seus espinhos

Dançando no escuro
O Cosmo ergue vários muros
Alcançando as cores pelos meus caminhos

Anorexia II

Débil y frágil como un niño
Estoy en tu brazo, la mano no alcanza
El fruto de la vida en la rama más alta
Y tú me criaste allí dentro

¿Qué sucede al otro lado?
Ella te pregunta con los ojos cerrados
Sabes cuánto duele
Pero sabes cuánto te entiende

Con tu piel clara
Con un aliento de invierno
Ella borra el sufrimiento de la memoria

Un rostro somnoliento
Entre rosas y velas
La primera en ver la sangre irse

Ella se acuesta en un campo de flores
Sin ropa y lejos de todo dolor
Jeringuillas y restos de vino barato
Y tú me criaste allí dentro

Con miedo a todo, con miedo a nada
Te quedas callado porque ella te complace
Tan hermosa cuando está bien afilada
Y limpia por un momento

El viento quema y arde
Ella se queda hasta más tarde
Abrazando las flores y sus espinas

Bailando en la oscuridad
El Cosmos levanta varios muros
Alcanzando los colores por mis caminos

Escrita por: Matheus Filipe Oliveira