Anorexia III
Eu vejo lixo cercado de gente
Fragmentado em pedaços da mente
Talvez deitado, talvez consciente
Meu suor é quente
Caos
Sono profundo, sonhos repetidos
Cores intensas alteram sentidos
Profundo, imerso mas nunca perdido
Dez mil metros abaixo comigo
Viajam as cores são transcendentais
Cheiros, lembranças e sonhos fatais
Todas as noites eu passo acordado
O silêncio e o tempo parado
Eu estou essa noite bem equilibrado
No banco e a corda na mão
Sua voz me chama como um grito na janela
E eu me pego procurando lá qualquer vestígio dela
Mas a rua tá escura, não vejo nada
Eu me sento e me pergunto se ela ainda tá acordada
O relógio na parede grita a cada badalada
Tic-tac, a noite tão calada
Eu inspiro no silêncio atmosfera envenenada
Caos habita minha mente apaixonada
Minha mente apaixonada
Ela é tudo, meus braços meus dedos
Minha coragem, também os meus medos
Desde que ela fugiu não importam
Meus cortes no corpo eu não tenho segredos
Eu só me pergunto até hoje se você se importaria
Se ao amanhecer a polícia encontrasse meu corpo no quarto sem vida
Não tenho mais pernas, braços ou asas
Meu arqui-inimigo é a porta de casa
Há dias não vejo ninguém eu não como, não durmo mas me sinto bem
Porque sinto que ouvi sua voz me chamar da janela
Talvez um milagre me espera
Um milagre? Não é real, não, não, não, não é real
Ela não pode ser real
Ela nunca, ela nunca foi real!
Lá em cima do piano tinha um copo de veneno
Eu bebi, o veneno era mesmo muito forte
Eu agora, como jó, cavo fundo procurando
O tesouro escondido chamado morte
Copo de veneno tinha gosto de justiça
Mas por ser muito forte ele me fez sobreviver
Sou o jovem isolado artista da fome
Acorrentado à desgraça de não conseguir morrer
Ela não é real, ela nunca foi real
Ela era uma miragem do meu lobo do mal
Eu sou tobby nadando em círculos
Eu larguei o mundo só pra ficar contigo
(Sou um peixe nadando em círculos)
(Só pra ficar contigo)
Anorexia III
Veo basura rodeada de gente
Fragmentada en pedazos de la mente
Quizás acostado, quizás consciente
Mi sudor es caliente
Caos
Sueño profundo, sueños repetidos
Colores intensos alteran sentidos
Profundo, inmerso pero nunca perdido
Diez mil metros abajo conmigo
Viajan los colores son trascendentales
Olores, recuerdos y sueños fatales
Todas las noches paso despierto
El silencio y el tiempo detenido
Esta noche estoy bien equilibrado
En el banco con la cuerda en la mano
Tu voz me llama como un grito en la ventana
Y me encuentro buscando algún rastro de ella allá
Pero la calle está oscura, no veo nada
Me siento y me pregunto si aún está despierta
El reloj en la pared grita con cada campanada
Tic-tac, la noche tan callada
Inhalo en el silencio atmósfera envenenada
Caos habita mi mente apasionada
Mi mente apasionada
Ella es todo, mis brazos, mis dedos
Mi valentía, también mis miedos
Desde que se fue, no importan
Mis cortes en el cuerpo no tienen secretos
Me pregunto hasta hoy si te importaría
Si al amanecer la policía encontrara mi cuerpo sin vida en la habitación
Ya no tengo piernas, brazos ni alas
Mi archienemigo es la puerta de casa
Días sin ver a nadie, no como, no duermo pero me siento bien
Porque siento que escuché tu voz llamándome desde la ventana
Quizás un milagro me espera
¿Un milagro? No es real, no, no, no, no es real
Ella no puede ser real
Nunca, nunca fue real
Encima del piano había un vaso de veneno
Lo bebí, el veneno era muy fuerte
Ahora, como Joe, cavo profundo buscando
El tesoro escondido llamado muerte
El vaso de veneno sabía a justicia
Pero por ser tan fuerte me hizo sobrevivir
Soy el joven artista aislado del hambre
Encadenado a la desgracia de no poder morir
Ella no es real, nunca fue real
Era un espejismo de mi lobo malvado
Soy Toby nadando en círculos
Dejé el mundo solo para estar contigo
(Soy un pez nadando en círculos)
(Solo para estar contigo)
Escrita por: Theo F. Oliveira