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Cuarentena

O Lendário Caos Acústico

Quarentena

Entre 4 paredes eu tomo meu café e os
Dias tem sido solitários e silenciosos
Não tenho achado amigos porque estão escondidos
Dentro de abrigos preservando a vida de idosos

Você se senta e espera olhando na janela
Ruas vazias na cidade fantasma lá fora
Bolas de feno voam junto aos jornais de ontem
E o inimigo é educado a ponto de não invadir a onde a gente mora

Não segure a minha mão por mais que eu implore não permita que a carência contamine
Não destranque a porta eu sei que a luz do Sol faz muita falta, deixe que a distância nos refine

Quatro paredes brancas e uma tela pra ver
Gente morrendo e as nações dizendo algo que conforte
Escondo meu sorriso atrás de um pano branco
Respiro incomodado pra não precisar temer a minha própria morte

Dou mais um gole e sinto meu café já está frio
Aumento a música eu me deito no meu quarto e me sinto vazio
É mais um dia dentro um dia em seu abrigo
Mas não fique com medo, o mundo luta junto contra o mesmo inimigo

Não segure a minha mão por mais que eu implore não permita que a carência contamine
Não destranque a porta eu sei que a luz do Sol faz muita falta, deixe que a distância nos refine

Cuarentena

Entre 4 paredes tomo mi café y los
Días han sido solitarios y silenciosos
No he encontrado amigos porque están escondidos
Dentro de refugios preservando la vida de ancianos

Te sientas y esperas mirando por la ventana
Calles vacías en la ciudad fantasma afuera
Bolas de heno vuelan junto a los periódicos de ayer
Y el enemigo es educado a punto de no invadir donde vivimos

No tomes mi mano aunque te lo suplique, no permitas que la necesidad contamine
No desbloquees la puerta, sé que la luz del Sol hace mucha falta, deja que la distancia nos refine

Cuatro paredes blancas y una pantalla para ver
Gente muriendo y las naciones diciendo algo que reconforte
Escondo mi sonrisa detrás de un paño blanco
Respiro incómodo para no tener que temer mi propia muerte

Doy otro sorbo y siento que mi café ya está frío
Subo la música, me acuesto en mi habitación y me siento vacío
Es otro día dentro, un día en tu refugio
Pero no tengas miedo, el mundo lucha junto contra el mismo enemigo

No tomes mi mano aunque te lo suplique, no permitas que la necesidad contamine
No desbloquees la puerta, sé que la luz del Sol hace mucha falta, deja que la distancia nos refine

Escrita por: Theo F. Oliveira