Crônica Caiçara
Eu que sempre ando por essa estrada
Esses caminhos não me levam a um final
Faço de minhas armas meu ganha pão
Pra favela não faltar
Com mantimentos e diversão
Serei eu um herói ou um vilão
E os guerreiros sempre chegam a meia-noite
O povo da rua faz sua obrigação
Espero que tu feche o teu corpo
Por que na rua vai ter tiro e explosão
Mas é só eu sacrificar com devoção
Serei eu um herói ou um vilão
E o que ninguém consegue perceber
Que a máscara do herói não é para você
Como é que eu posso justificar
A mãe que chora em seu próprio lar
Só por que eu tive que disparar
É o águia me perseguindo
Por quanto tempo eu vou resistir
Será que eu terei o meu perdão
Crónica Caiçara
Yo que siempre ando por este camino
Estos senderos no me llevan a un final
Hago de mis armas mi forma de ganar
Para que en la favela no falte nada
Con provisiones y diversión
¿Seré yo un héroe o un villano?
Y los guerreros siempre llegan a medianoche
La gente de la calle cumple con su deber
Espero que tú cierres tu cuerpo
Porque en la calle habrá tiros y explosiones
Pero solo tengo que sacrificar con devoción
¿Seré yo un héroe o un villano?
Y lo que nadie puede notar
Es que la máscara del héroe no es para ti
¿Cómo puedo justificar
A la madre que llora en su propio hogar
Solo porque tuve que disparar?
Es el águila persiguiéndome
¿Cuánto tiempo más voy a resistir?
¿Acaso tendré mi perdón?