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Jururu

Oliveira Santos

Jururu

Duas léguas e meia para o cacimbão
Três noites inteiras dentro do busão
Se no pau de arara canta o sabiá
Como é que pode no trem não assobiar?

Se no café da manhã é suco industrial
E dizem que leite com manga é o que faz mal
Se o homem acostuma o despertador
Então á boca da noite o galo me acordo

Eu não quero ir embora não
Pois é da terra que se colhe o pão!

Em jururu pensou
E não saiu olhando a serra dos matões

É massa demais do bananeira beber
Balde vira galão olhando o tietê
Mangarão do L trocando o LH
Tudo bem pra você se o R puxar

Eu não quero ir embora não
Pois é da terra que se colhe o pão

Em jururu pensou
E não saiu olhando a serra dos matões

Jururu

Dos leguas y media hasta el pozo
Tres noches enteras dentro del bus
Si en el palo de arara canta el sabiá
¿Cómo es que en el tren no va a silbar?

Si en el desayuno es jugo industrial
Y dicen que la leche con mango hace mal
Si el hombre se acostumbra al despertador
Entonces a la boca de la noche el gallo me despierta

No quiero irme, no
¡Porque es de la tierra que se cosecha el pan!

En jururu pensó
Y no se fue mirando la sierra de los matones

Es demasiado bueno beber del bananero
El balde se convierte en galón mirando el Tietê
Mangarón del L cambiando el LH
Todo bien para ti si el R tira

No quiero irme, no
¡Porque es de la tierra que se cosecha el pan!

En jururu pensó
Y no se fue mirando la sierra de los matones

Escrita por: José Alves de Oliveira