Janela Remota
Te observar de longe, meu olhar encontra o teu
Pá, pá, pá ra ra pá pá, é o silêncio que pesa no tempo que eu gasto aqui
Em não me aproximar
Da janela, meus sonhos, amiúde, se perdem no ar
Peço ajuda do vento pra levá-los aí
Te acompanhar em cada trajeto diário que você faz
Faz-me lembrar que meu olhar cobra
Te acompanhar em qualquer manobra
Que a sua vida der
Se você se dispuser, eu vou cuidar
Monitorar tua dor e impedi-la de crescer
Como um turbilhão, o mundo externo vem me incomodar
E é quando o meu olhar se desprende do teu
Ela vem me reclamar que o tempo não tá bom, que a roupa não secou
Que eu não paguei as contas desse mês
O que cê faz parado aí, calado aí?
E quando eu volto a te procurar você não tá mais lá
Não tá mais lá
Quem dirá, nunca estivesse, então?
Ventana Remota
Te observo desde lejos, mi mirada encuentra la tuya
Pá, pá, pá ra ra pá pá, es el silencio que pesa en el tiempo que paso aquí
Sin acercarme
A la ventana, mis sueños a menudo se pierden en el aire
Pido ayuda al viento para llevarlos hasta allá
Acompañarte en cada trayecto diario que haces
Me hace recordar que mi mirada exige
Acompañarte en cualquier maniobra
Que dé tu vida
Si te dispones, cuidaré de ti
Monitorearé tu dolor y evitaré que crezca
Como un torbellino, el mundo externo viene a molestarme
Y es cuando mi mirada se separa de la tuya
Ella viene a reclamarme que el tiempo no está bien, que la ropa no se secó
Que no pagué las cuentas de este mes
¿Qué haces ahí parado, callado?
Y cuando vuelvo a buscarte ya no estás allí
Ya no estás allí
¿Quién dirá, nunca estuviste, entonces?
Escrita por: Olívia de Moraes