Ode Marítima
Sim vou de viagem
Nessa busca
Na miragem
Desse corpo
Que me chama
Que me assusta
Que me frustra
Que me rói
É tudo limo e certo.
O teu ventre
O mar desperto
Os teus braços
Mil sargaços
Nos teus flancos
Febres
Tempestades a domar
Escravo das correntes
Dessas algas
Nessas costas calmas.
Longas arranhadas
De arrecifes e coral
Eu fui me agarrar
Exausto, desigual
E nos teus lábios densos
Nessas praias que eu pisei
Eu fui naufragar
Gritando meu amor.
Teu corpo
Minha queixa
Não me deixa
Me fascina e assim
Pra sempre agoniado
Atirado em teus abismos
Eu me perco para nunca
Mais voltar.
Oda Marítima
Sí, voy de viaje
En esta búsqueda
En la ilusión
De este cuerpo
Que me llama
Que me asusta
Que me frustra
Que me corroe
Es todo limo y cierto.
Tu vientre
El mar despierto
Tus brazos
Mil sargazos
En tus flancos
Fiebres
Tormentas por domar
Esclavo de las corrientes
De esas algas
En esas costas tranquilas.
Largas raspaduras
De arrecifes y coral
Me aferré
Agotado, desigual
Y en tus labios densos
En esas playas que pisé
Naufragué
Gritando mi amor.
Tu cuerpo
Mi queja
No me deja
Me fascina y así
Por siempre angustiado
Arrojado en tus abismos
Me pierdo para nunca
Volver más.
Escrita por: Têtes Raides / Francis Hime