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Helô Helô

Orestes Dornelles

Helô Helô

Ana partiu, Bia zarpou
Ciça voou, Dora, quem viu?
Eva sumiu, Ligia pirou
Me escanteou, escapuliu

Elas só levaram ressentimentos
De tanto que andei errando na vida
O meu inconstante temperamento
Só me fez colecionar despedidas

Uma não desiste de mim, não tem jeito
É companheira, doutora em perdão
Quando me abraça e me roça o peito
É nela que bate, bate o meu coração

Me põe pra cima e aí minh’alma voa
Sempre está perto e comigo deita e rola
Me consola e faz a minha vida boa
Eu estou falando da minha viola!

Fran pinoteou, Vera, cadê?
Tal como Aidée nem disse adeus
Bel prá Belém, Rô nunca mais
Lu foi no trem gritando: Goodbye, (Lu) goodbye

E a minha viola foi o que restou
Minha viola e sonhar com Helô (isa)

Helô Helô

Ana se fue, Bia partió
Ciça voló, ¿quién vio a Dora?
Eva desapareció, Ligia enloqueció
Me despreció, se escapó

Solo se llevaron resentimientos
Por todo lo que hice mal en la vida
Mi temperamento inconstante
Solo me hizo acumular despedidas

Una no se rinde conmigo, no hay manera
Es compañera, doctora en perdón
Cuando me abraza y roza mi pecho
Es en ella que late, late mi corazón

Me eleva y mi alma vuela
Siempre está cerca y conmigo se divierte
Me consuela y hace mi vida buena
¡Estoy hablando de mi guitarra!

Fran se fue disparando, Vera, ¿dónde está?
Al igual que Aidée, ni siquiera dijo adiós
Bel a Belém, Rô nunca más
Lu se fue en el tren gritando: Adiós, (Lu) adiós

Y mi guitarra fue lo que quedó
Mi guitarra y soñar con Helô (isa)

Escrita por: Orestes Dornelles / Raul Boeira