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Los Lamentos de la Perdiz

Orfeu e Menestrel

Os Piados da Perdiz

Por favor, não pie mais perdiz
Este é um pedido que te faz um sertanejo
Que enxerga a vida de uma forma diferente
Cheia de paz, com muito amor, assim eu vejo

É que sou quanto a perdiz, um inocente
Um ser humilde que acredita nas pessoas
Mas estou vendo tanto eu quanto a perdiz
Somos fadados à extinção, que vida à toa

Os piados da perdiz lá na macega
Fazem melodia na orquestra da manhã
Mas cale agora o seu bico, oh! Perdiz
Ou não vai mais piar de novo amanhã

É que tem nas redondezas um caçador
Que traz consigo uma cachorra perdigueira
Os dois adoram depenar uma perdiz
Sob a mira de uma espingarda cartucheira

Por favor, não pie mais perdiz
Você não lembra do nosso vizinho macuco
Que antigamente foi cantor da meia-noite
Mas que pra sempre estará mais do que mudo

Por favor, não pie mais perdiz
Os teus piados irão te denunciar
E eu não quero ouvir um tiro de espingarda
Anunciando que acabam de te matar

Os piados da perdiz lá na macega
Fazem melodia na orquestra da manhã
Mas cale agora o seu bico, oh! Perdiz
Ou não vai mais piar de novo amanhã

Los Lamentos de la Perdiz

Por favor, no llores más perdiz
Este es un ruego de un campesino
Que ve la vida de manera distinta
Llena de paz, con mucho amor, así la percibo

Es que soy como la perdiz, un inocente
Un ser humilde que cree en la gente
Pero veo que tanto yo como la perdiz
Estamos destinados a la extinción, qué vida más inútil

Los lamentos de la perdiz en el matorral
Hacen melodía en la orquesta de la mañana
Pero calla ahora tu pico, ¡oh, perdiz!
O no volverás a llorar mañana

Es que cerca hay un cazador
Que trae consigo una perra perdiguera
A ambos les encanta desplumar una perdiz
Bajo la mira de una escopeta de cartucho

Por favor, no llores más perdiz
¿No recuerdas a nuestro vecino macuco?
Que antaño fue cantor de medianoche
Pero que ahora estará más que callado

Por favor, no llores más perdiz
Tus lamentos te delatarán
Y no quiero escuchar el disparo de una escopeta
Anunciando que acaban de matarte

Los lamentos de la perdiz en el matorral
Hacen melodía en la orquesta de la mañana
Pero calla ahora tu pico, ¡oh, perdiz!
O no volverás a llorar mañana

Escrita por: Moises Manoel