Alienação
Aí sinhô
Vê se me entenda, que eu não tô a venda
Vendas caíram a medida
Que palavras surgiram
Vindas das bocas dos homens em que eu me inspiro
Respiro se vejo uma luminosidade um tiro
E sigo em frente tio, cabeça erguida “jão”
Na pele nois sente o frio, cidade é solidão
E por mais que eu ande aí, no bolso, nenhum tostão
Em cada esquina que passo me vendem ilusão
Estou ciente dos fatos, sou veneno pra rato
Não me interessa seu carro, ou sua cruz
Porque eu vim é do barro, onde o barato sai caro
E não me interessa sua puta de olhos azuis
E eu digo não
Não (não)
Que minha mãe não me criou pra ser liquidação, e eu digo
Não (não)
Não (não)
Então calma que minha alma não tá pra negociação!
Não! Não!
O mal do meu povo tio é a depressão
Não! Não!
Meu coração em doze vezes no cartão
Salve os verdadeiros aqueles que tem raça
Que valoriza a música e não quer mais tocar de graça
Quero os palcos luzes camarim chocolate lacta
Nada de polícia e baculejo na praça
Profissão mc robinho mc que que tem e dai
Levanta a mão vamos aí
Que aqui e nois que ta só pra representa
O que você quiser você pode conquista
Porque meu sonho e caro “ce” ta ligado
Quero a minha parte porque aqui ninguém e otário
Queremos liberdade chega de cativeiro
Não vamos servir de escada pra outros ganha dinheiro
E eu digo não
Não (não)
Que minha mãe não me criou pra ser liquidação, e eu digo
Não (não)
Não (não)
Então calma que minha alma não tá pra negociação!
Não! Não!
O mal do meu povo tio é a depressão
Não! Não!
Meu coração em doze vezes no cartão
E eu vou na rua, na contramão
Eu sou a cura do que eles são
Meu povo diz não também
Só que eles não nos ouvem
Meu povo diz não também
Só que eles não nos veem
Não me chame de louco que esse é meu oficio fi
É difícil sanar esse vício
Não existe hospício que cura mc
Eles querem tentar nos calar, te manipular te persuadir
Só que eu vim pra poetizar
Vim pra contra-atacar quem tenta nos ferir
Pegada monstra nossa firma consta com a responsa absoluta
Com a mente com a força bruta meus truta que vão pra lutar
Que eu to pronto pra disputa
Escuta aqui filho da puta
Que a porra do seu dinheiro não compra minha conduta
E eu digo não
Não (não)
Que minha mãe não me criou pra ser liquidação, e eu digo
Não (não)
Não (não)
Então calma que minha alma não tá pra negociação!
O mal do meu povo tio é a depressão
Meu coração em doze vezes no cartão
Alienación
A ver, señor
Entiéndame, no estoy en venta
Las ventas cayeron a medida
Que surgieron palabras
Provenientes de las bocas de los hombres en los que me inspiro
Respiro si veo una luminosidad, un disparo
Y sigo adelante, cabeza en alto, compadre
En la piel sentimos el frío, la ciudad es soledad
Y por más que camine, en el bolsillo, ni un centavo
En cada esquina que paso me venden ilusiones
Estoy al tanto de los hechos, soy veneno para las ratas
No me interesa tu auto, ni tu cruz
Porque vengo del barro, donde lo barato sale caro
Y no me interesa tu puta de ojos azules
Y digo no
No (no)
Mi madre no me crió para ser liquidación, y digo
No (no)
No (no)
¡Así que tranquilo, mi alma no está en venta!
¡No! ¡No!
El mal de mi gente, compadre, es la depresión
¡No! ¡No!
Mi corazón en doce cuotas con tarjeta
Saludo a los verdaderos, aquellos que tienen garra
Que valoran la música y no quieren tocar gratis
Quiero los escenarios, luces, camarines, chocolate
Nada de policía y cacheo en la plaza
Profesión MC, Robinho, MC, ¿qué pasa?
Levanten la mano, vamos allá
Porque aquí estamos para representar
Lo que quieras, lo puedes lograr
Porque mi sueño es caro, ¿entendiste?
Quiero mi parte porque aquí nadie es tonto
Queremos libertad, basta de cautiverio
No seremos escalones para que otros ganen dinero
Y digo no
No (no)
Mi madre no me crió para ser liquidación, y digo
No (no)
No (no)
¡Así que tranquilo, mi alma no está en venta!
¡No! ¡No!
El mal de mi gente, compadre, es la depresión
¡No! ¡No!
Mi corazón en doce cuotas con tarjeta
Y voy por la calle, en sentido contrario
Soy la cura de lo que ellos son
Mi gente también dice no
Pero ellos no nos escuchan
Mi gente también dice no
Pero ellos no nos ven
No me llames loco, este es mi oficio, hermano
Es difícil curar este vicio
No hay manicomio que cure a un MC
Quieren silenciarnos, manipularte, persuadirte
Pero yo vine a poetizar
Vine a contraatacar a quienes intentan herirnos
Con una huella monstruosa, nuestra firma consta con la responsabilidad absoluta
Con la mente, con la fuerza bruta, mis hermanos que van a luchar
Porque estoy listo para la disputa
Escucha aquí, hijo de puta
Que tu maldito dinero no compra mi conducta
Y digo no
No (no)
Mi madre no me crió para ser liquidación, y digo
No (no)
No (no)
¡Así que tranquilo, mi alma no está en venta!
El mal de mi gente, compadre, es la depresión
Mi corazón en doce cuotas con tarjeta