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El Oculto

ORGANOCLORADOS

O Oculto

Vozes veladas, veludosas vozes
Volúpias dos violões, vozes veladas
Vagam nos velhos vórtices
Velozes dos ventos
Vivas, vãs, vulcanizadas

Que desça a escuridão
Sobre as nossas cabeças
E nos envolva com a sutileza
De uma mulher que seduz

Que o fim chegue
E que seja eterno
Precisamos da luta
Para nos mantermos vivos

Os caminhos são torpes
As luzes estão apagadas
As noites perderam
O silêncio que as envolvia

Já não temos fascínio
Já não temos paredes
Onde lamentar
As vontades se foram
Os problemas cresceram
E nos engoliram

Já não temos fascínio
Já não temos amigos
Com quem lamentar
Os desejos se foram
Os fantasmas cresceram
E nos engoliram
Nos engoliram
Nos engoliram
Com apetite voraz
Voraz

Os pensamentos
Ficam mais confusos
Nossa conduta
Cada vez mais plástica
Um lado sempre
Permanece oculto
Mesmo que o outro
Apareça tão claro

Já não temos fascínio
Já não temos paredes
Onde lamentar
As vontades se foram
Os problemas cresceram
E nos engoliram

Já não temos fascínio
Já não temos amigos
Com quem lamentar
As vontades se foram
Os fantasmas cresceram
E nos engoliram
Nos engoliram
Nos engoliram
Com apetite voraz
Voraz, voraz

El Oculto

Voces veladas, voces aterciopeladas
Los placeres de las guitarras, voces veladas
Vagan en los viejos remolinos
Veloces de los vientos
Vivas, vanas, vulcanizadas

Que descienda la oscuridad
Sobre nuestras cabezas
Y nos envuelva con la sutileza
De una mujer que seduce

Que llegue el fin
Y que sea eterno
Necesitamos la lucha
Para mantenernos vivos

Los caminos son torcidos
Las luces están apagadas
Las noches han perdido
El silencio que las envolvía

Ya no tenemos fascinación
Ya no tenemos muros
Donde lamentar
Los deseos se han ido
Los problemas han crecido
Y nos han devorado

Ya no tenemos fascinación
Ya no tenemos amigos
Con quienes lamentar
Los deseos se han ido
Los fantasmas han crecido
Y nos han devorado
Nos han devorado
Nos han devorado
Con voraz apetito
Voraz

Los pensamientos
Se vuelven más confusos
Nuestra conducta
Cada vez más plástica
Un lado siempre
Permanece oculto
Aunque el otro
Aparezca tan claro

Ya no tenemos fascinación
Ya no tenemos muros
Donde lamentar
Los deseos se han ido
Los problemas han crecido
Y nos han devorado

Ya no tenemos fascinación
Ya no tenemos amigos
Con quienes lamentar
Los deseos se han ido
Los fantasmas han crecido
Y nos han devorado
Nos han devorado
Nos han devorado
Con voraz apetito
Voraz, voraz

Escrita por: Roger Silva / Artur W / André G / Joir Rocha / Citação de versos de Cruz e Sousa