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Voz del Deber (part. Ismênia Dos Santos)

Orlando Silva

Voz do Dever (part. Ismênia Dos Santos)

Tranquiliza-te, mãezinha
Sei que vais ficar sozinha
Porém, não chores assim
Soaram os clarins da guerra
Vou defender minha terra
Ela precisa de mim

Orgulhoso, nesta farda
Teu filho não se acovarda
Deste tremendo clamor
Já que partir é preciso
Transforma em doce sorriso
Esse teu pranto de dor

Eu parto com a incerteza
Deixando-te esta tristeza
Que te vem roubar a calma
Sei que esta separação
Revolve o teu coração
Despedaçando-te a alma

Leio em teus olhos, mãezinha
Que o teu olhar adivinha
O que dizem os olhos meus
Esta mágoa não te solta
Mas aguarda a minha volta
Muita coragem, adeus

(A mãezinha fala)
E pro campo da luta vai-te embora
Em holocausto à Pátria que ele adora
O filho que o dever cumpre restrito
É lá que, entre o canhão e entre a metralha
O sarcasmo da morte mais gargalha
No negro céu da boca do infinito
E o exército humano, exausto, exangue
Vai lavando com as glórias do teu sangue
Do mundo, essa pantera que o destrói
E o filho que partiu, se não voltar
A quem o espera
Em troca hão de lhe dar uma palavra de consolo: Herói

Leio em teus olhos, mãezinha
Que o teu olhar adivinha
O que dizem os olhos meus
Esta mágoa não te solta
Mas aguarda a minha volta
Muita coragem, adeus

Voz del Deber (part. Ismênia Dos Santos)

Tranquilízate, mamita
Sé que vas a quedarte sola
Pero no llores así
Sonaron los clarines de la guerra
Voy a defender mi tierra
Ella me necesita

Orgulloso, con este uniforme
Tu hijo no se acobarda
Ante este tremendo clamor
Ya que partir es necesario
Transforma en dulce sonrisa
Ese llanto de dolor

Parto con la incertidumbre
Dejándote esta tristeza
Que te roba la calma
Sé que esta separación
Revuelve tu corazón
Despedazando tu alma

Leo en tus ojos, mamita
Que tu mirada adivina
Lo que dicen mis ojos
Esta pena no te suelta
Pero espera mi regreso
Mucha fuerza, adiós

(La mamita habla)
Y al campo de batalla vete, hijo
En holocausto a la Patria que él adora
El hijo que cumple con su deber
Es allí, entre el cañón y la metralla
Donde el sarcasmo de la muerte más se ríe
En el negro cielo de la boca del infinito
Y el ejército humano, exhausto, desangrado
Va lavando con las glorias de tu sangre
Del mundo, esa pantera que lo destruye
Y el hijo que partió, si no vuelve
A quien lo espera
A cambio le darán una palabra de consuelo: Héroe

Leo en tus ojos, mamita
Que tu mirada adivina
Lo que dicen mis ojos
Esta pena no te suelta
Pero espera mi regreso
Mucha fuerza, adiós

Escrita por: Aldo Cabral, Benedito Lacerda