Valsa do Meu Subúrbio
Valsa triste, velha valsa
Das serestas nas noites de Lua
Ainda hoje tu emprestas
Teu lamento aos cantores da rua
Velha valsa, minha amiga
Tão boêmia quanto o teu cantor
Valsa triste, tu me obrigas
A contar uma história de amor
Quem não viu num subúrbio distante
Numa valsa um cantor soluçar
A pedir, a implorar, suplicante
A esmola de um beijo, um olhar
Eis que surge medrosa à janela
A donzela, a razão dos seus ais
Ele então pede a ela
Que esta valsa, não esqueça, jamais
Velha valsa, minha amiga
Tão boêmia quanto o teu cantor
Valsa triste, tu me obrigas
A contar uma história de amor
Valsita de Mi Suburbio
Valsita triste, vieja valsita
De serenatas en noches de luna
Aún hoy tú prestas
Tu lamento a los cantores de la calle
Vieja valsita, amiga mía
Tan bohemia como tu cantor
Valsita triste, me obligas
A contar una historia de amor
¿Quién no ha visto en un suburbio lejano
A un cantor sollozar en una valsita?
Pidiendo, implorando, suplicante
La limosna de un beso, una mirada
He aquí que aparece temerosa en la ventana
La doncella, la razón de sus suspiros
Él entonces le pide
Que esta valsita, no la olvide, jamás
Vieja valsita, amiga mía
Tan bohemia como tu cantor
Valsita triste, me obligas
A contar una historia de amor
Escrita por: Evaldo Ruy, Custodio Mesquita