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El susurro de la Antigüedad

Ory Souza Gaúcho Serrano

Sutaque da Antiguidade

Este é teu destino
velho peão galponeiro
Trabalhar de sol a sol de janeiro a janeiro
Des de idade de menino
tu cresceu velho guerreiro
Marcado pela idade
e os tempos de boiadeiro

A tua história é comprida
o teu viver é tirano
O teu peito é sofredor
golpeado por alguns anos
Gastou a sola da bota
desvalorizou o cano
Teu facão caiu o cabo
de pelear mano a mano

Falando um pouco de ti
desabafei o meu peito
Você não é estudado
mas tu tem os teus direitos
Você fala o que pensa
sutaque da antiguidade
Teu capricho e sofrimento
demonstra uma faculdade

Tu te alevanta cedo
seja inverno ou verão
Renova o tição no fogo
pra tomar teu chimarrão
Relembra tua chinoca
que deixou n'outro rincão
Ta na hora de pegar
Segue a vida de peão

El susurro de la Antigüedad

Este es tu destino
viejo peón de estancia
Trabajar de sol a sol de enero a enero
Desde la infancia
creciste viejo guerrero
Marcado por la edad
y los tiempos de arriero

Tu historia es larga
tu vida es tirana
Tu pecho es sufrido
golpeado por algunos años
Gastaste la suela de la bota
desgastaste el caño
tu cuchillo perdió el mango
para pelear mano a mano

Hablando un poco de ti
desahogué mi pecho
Tú no eres educado
pero tienes tus derechos
Dices lo que piensas
el susurro de la antigüedad
tu capricho y sufrimiento
demuestran una habilidad

Te levantas temprano
sea invierno o verano
Renuevas el tizón en el fuego
para tomar tu mate
evocas a tu mujer
que dejaste en otro lugar
Es hora de seguir adelante
Sigue la vida de peón

Escrita por: Beto Borba / Jardel Borba