João Campeiro
João campeiro, João campeiro
É como um grito, de reponte que levasse
Um boi na tropa e não o homem que foi João
E no entretanto no repente deste grito
O João campeiro vai sumindo, já se foi
Ele que outrora repontava o boi na estrada
Vai ao reponte estrada afora igual ao boi
(Ninguém tem culpa João, ninguém
Ninguém tem culpa João ninguém
Teria que ser assim, tudo que nasce um dia tem fim)
Semente boa que deu flor e que deu fruto
Planta no campo que deu sombra e que há de dar
O derradeiro galho seco para o fogo
Onde o João novo que nasceu vai se aquentar
João Campeiro
João campesino, João campesino
Es como un grito repentino que lleva
Un toro en la tropa y no al hombre que fue João
Y mientras tanto en este repentino grito
El João campesino se va desvaneciendo, ya se fue
Él que antes llevaba al toro por el camino
Va por el camino como el toro
(Nadie tiene la culpa João, nadie
Nadie tiene la culpa João, nadie
Tenía que ser así, todo lo que nace un día tiene fin)
Semilla buena que dio flor y que dio fruto
Planta en el campo que dio sombra y que dará
La última rama seca para el fuego
Donde el nuevo João que nació se calentará
Escrita por: Apparicio Silva Rillo / José Gonzaga Lewis Bicca