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Cotidiano

Os Bandoleiros e a Cigana

Cotidiano

Há quanto tempo que você não ouve a voz
Da inocência?
Há quanto tempo que você não sente o toque
Da virtude de ser bom?
Há quanto tempo você não sente o cheiro
Do ar sem manchas?
Do verde que seca em muros de concreto
Nesse cotidiano raso
E essas ruas que só tem
O calor dos carros

Até quando vão olhar e fingir que é melhor não ver?
Vidas disfarçam o que jaz por aqui
Até quando vão olhar e fingir que é melhor não ver?
Peças se movem, ficamos I'móveis aqui

E quanto as vezes o dia começa sem o sol nascer?
E quantas vezes anoitece e pernas vem em vão?
E mãos calejam na palma de outras mãos?
E quantas mãos nem se dão?

Até quando vão olhar e fingir que é melhor não ver?
Vidas disfarçam o que jaz por aqui
Até quando vão olhar e fingir que é melhor não ver?
Peças se movem, ficamos I'móveis aqui

Cotidiano

¿Cuánto tiempo hace que no escuchas la voz
de la inocencia?
¿Cuánto tiempo hace que no sientes el toque
de la virtud de ser bueno?
¿Cuánto tiempo hace que no hueles el aire
sin manchas?
Del verde que se seca en muros de concreto
En esta rutina superficial
Y estas calles que solo tienen
El calor de los autos

¿Hasta cuándo van a mirar y fingir que es mejor no ver?
Vidas disfrazan lo que yace aquí
¿Hasta cuándo van a mirar y fingir que es mejor no ver?
Las piezas se mueven, quedamos inmóviles aquí

Y a veces el día comienza sin que salga el sol
¿Y cuántas veces anochece y las piernas vienen en vano?
¿Y las manos se agrietan en la palma de otras manos?
¿Y cuántas manos ni siquiera se dan la mano?

¿Hasta cuándo van a mirar y fingir que es mejor no ver?
Vidas disfrazan lo que yace aquí
¿Hasta cuándo van a mirar y fingir que es mejor no ver?
Las piezas se mueven, quedamos inmóviles aquí

Escrita por: Yan di Maria