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Raíces Misioneras

Os Bilias

Raízes Missioneiras

Uma cordeona que traz cheiro de galpão
Um coração que se liberte em confracanto
Trazendo anseios desta origem missioneira
Duma vaneira que dá asas pró meu canto
Um atavismo matizado de arrebol
Um pôr-de-sol que de muito nos encanta
Vai colorindo as aguas turvas do Uruguai
Num sapucay lavando a alma de quem canta

Essa vaneira nasceu campeira
Foi batizada lá nas missões
Guardando ecos de telunsmo
Da voz dos sinos das reduções
É missioneira minha vaneira
De chão batido, cinza e cupim
Nasci gaúcho de alma guerreira
E os sete povos cantam em mim

Este meu canto é bem gaúcho, é missioneiro
E o pago inteiro se encontra num sarandeio
Onde minh'alma de gaiteiro se extravasa
Pedindo vaza para um verso e um floreio
Por isso, amigo, tenho orgulho em ser gaiteiro
Além-fronteira |á escutam o meu canto
Sempre louvando as origens, missioneira
Alma gaiteira da terra dos sete santos

Essa vaneira nasceu campeira...

Raíces Misioneras

Un acordeón que huele a galpón
Un corazón que se libera en contrapunto
Trae anhelos de esta raíz misionera
De una vaneira que da alas a mi canto
Un atavismo matizado de arrebol
Un atardecer que nos encanta mucho
Va coloreando las aguas turbias del Uruguay
En un sapucay lavando el alma de quien canta

Esta vaneira nació campera
Fue bautizada allá en las misiones
Guardando ecos de telurismo
De la voz de las campanas de las reducciones
Es misionera mi vaneira
De suelo batido, ceniza y comején
Nací gaucho de alma guerrera
Y los siete pueblos cantan en mí

Este mi canto es bien gaucho, es misionero
Y el pago entero se encuentra en un sarandeo
Donde mi alma de gaitero se desborda
Pidiendo espacio para un verso y un adorno
Por eso, amigo, tengo orgullo de ser gaitero
Más allá de la frontera escuchan mi canto
Siempre alabando las raíces, misioneras
Alma gaitera de la tierra de los siete santos

Esta vaneira nació campera...

Escrita por: Celso Braz / Eron Carvalho / Mannes Siqueira