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Saudade Imprudente

Os Cabras

Saudade Imprudente

Oh que saudade imprudente
No meu peito martelando
Quando estou só me lembrando
Da minha vida na roça

Quando alegre um rouxinol
Cantava pelo arrebol
Quando centelhas de Sol
Penetravam na palhoça

Minha casa era de arrasto
Frente virada pro norte
Pra ser feliz, pra dar sorte
Pra não se dá coisa ruim

Parece aquilo eu tá vendo
Pela lembrança, doendo
E a saudade trazendo
Tudo pra perto de mim

Conversa sem protocolo
De fácil vocabulário
Sem precisar calendário
Eu fazia anotação

Na minha imaginação
Eu achava tão comum
Contar mês de trinta e um
Nas dobras da minha mão

Saudade Imprudente

Oh que nostalgie imprudente
Dans ma poitrine qui cogne
Quand je suis seul à me souvenir
De ma vie à la campagne

Quand un rossignol joyeux
Chantait au crépuscule
Quand des éclats de soleil
Pénétraient dans la cabane

Ma maison était en bois
Face au nord, c'était le choix
Pour être heureux, pour avoir de la chance
Pour éviter le mauvais sort

On dirait que je le vois
À travers les souvenirs, ça fait mal
Et la nostalgie ramène
Tout près de moi, c'est fou

Des discussions sans protocole
Avec un vocabulaire simple
Sans avoir besoin de calendrier
Je prenais des notes

Dans mon imagination
Je trouvais ça si normal
De compter les mois de trente et un
Sur les plis de ma main

Escrita por: Zé Marcolino