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Cincuenta Años de Nostalgia

Os Dois Mineiros

Cinquenta Anos de Saudade

A mais de cinquenta anos
Que eu vivo aqui na cidade
Não é como eu sonhava
Comigo ficou a saudade
Recordando o meu passado
Volto no tempo a pensar
Minha linda juventude
Forte e cheio de saúde
Sinto o meu peito apertar.

Já fui um bom laçador
No meio das invernadas
Fui tropeiro e fui peão
Comi poeira da estrada
Amansava burro chucro
Que os peões enjeitavam
No pelo daquele macho
Quebrava no barbicacho
Um pedaço já troteava.

Eu trouxe as minhas tralhas
Guardei de recordação
Um cabresto bem trançado
Que eu mesmo fiz a mão
Tinha um freio niquelado
Cabeçada de argolão
E na cela pendurado
Um peitoral prateado
Que enfeitava o meu burrão.

Morando aqui na cidade
Estou tentando acostumar
Mesmo com a idade avançada
Eu tenho que trabalhar
Um rádio é meu companheiro
Que as vezes me consola
Seu moço, eu falo a verdade
Eu mato a minha saudade
Ouvindo modas de viola

Cincuenta Años de Nostalgia

Hace más de cincuenta años
Que vivo aquí en la ciudad
No es como yo soñaba
Conmigo quedó la nostalgia
Recordando mi pasado
Vuelvo en el tiempo a pensar
Mi hermosa juventud
Fuerte y lleno de salud
Siento mi pecho apretar.

Ya fui un buen jinete
En medio de las estancias
Fui arriero y fui peón
Comí polvo del camino
Domaba potros salvajes
Que los peones rechazaban
En el lomo de aquel macho
Quebraba en el bozal
Un pedazo ya trotaba.

Traje mis pertenencias
Guardé de recuerdo
Un cabezal bien trenzado
Que yo mismo hice a mano
Tenía un freno niquelado
Testera de argolla
Y en la montura colgaba
Un pechopetral plateado
Que adornaba a mi caballo.

Viviendo aquí en la ciudad
Estoy tratando de acostumbrarme
A pesar de la avanzada edad
Tengo que trabajar
Una radio es mi compañero
Que a veces me consuela
Señor, hablo con sinceridad
Mato mi nostalgia
Escuchando canciones de viola

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