395px

Dogma

Os Meteoros

Dogma

Ninguém te viu sair quando amanheceu
Daquele arranha-céu onde nada era seu
Neblina na Paulista com Consolação
Desfigurava o rosto dos cidadãos
Que nem a obesidade do belo bebê
No colo da babá que fingiu não te ver
Freqüência modulada, assalto ao Banco Central
Tocava uma canção que se ouvia mal:

Lei é lei, dogma é dogma
Louco é louco, dogma é dogma
Bobo é bobo, dogma é dogma
Dogma é dogma, dogma é dogma

A ligação anônima no celular
Insígnias neonazistas no ar
Por entre os prédios lúgubres dessa cidade
Não se distingue bem o bem da maldade
Foi quando alguma coisa sem destino, incerta
Te pegou desligada, sonhando desperta
O asfalto pegou fogo feito capim do cerrado
O vento soprou um mantra desesperado:

Nos acordes dos primeiros raios de sol
Seu grito entre o sustenido e o bemol
Fez dançar as partículas de poluição
Espantou o pardal do fio de alta-tensão
A TV explorava a tua imagem
Tal qual um indigente, gente sem identidade
Na porta entreaberta do botequim
Alguém cantou mais ou menos assim:

Lei é lei, dogma é dogma
Louco é louco, dogma é dogma
Bobo é bobo, dogma é dogma
Dogma é dogma, dogma é dogma

Dogma

Nadie te vio salir cuando amaneció
De ese rascacielos donde nada era tuyo
Niebla en la Paulista con Consolação
Desfiguraba el rostro de los ciudadanos
Como la obesidad del lindo bebé
En brazos de la niñera que fingió no verte
Frecuencia modulada, asalto al Banco Central
Sonaba una canción que apenas se escuchaba:

Ley es ley, dogma es dogma
Loco es loco, dogma es dogma
Tonto es tonto, dogma es dogma
Dogma es dogma, dogma es dogma

La llamada anónima en el celular
Insignias neonazis en el aire
Entre los edificios lúgubres de esta ciudad
No se distingue bien el bien de la maldad
Fue cuando algo sin destino, incierto
Te atrapó desconectada, soñando despierta
El asfalto se incendió como el pasto del cerrado
El viento sopló un mantra desesperado:

En los acordes de los primeros rayos de sol
Tu grito entre el sostenido y el bemol
Hizo bailar las partículas de contaminación
Espantó al gorrión del cable de alta tensión
La TV explotaba tu imagen
Como un indigente, gente sin identidad
En la puerta entreabierta del bar
Alguien cantó más o menos así:

Ley es ley, dogma es dogma
Loco es loco, dogma es dogma
Tonto es tonto, dogma es dogma
Dogma es dogma, dogma es dogma

Escrita por: Jeovah Martins