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Qué nostalgia, cuánta nostalgia

Os Milongueiros

Saudade Quanta Saudade

Resolvi dar uma volta no rincão onde eu nasci
Para matar a saudade dos tempos que eu lá vivi
Quando eu abri a porteira com tristeza pressenti
Que já não tinha mais nada do que eu deixei por ali
Ouvi com muita tristeza o cantar da juriti
Parece até me dizendo nada mais existe aí

Saudade quanta saudade do rincão onde eu nasci
Saudade quanta saudade dos meus tempos de guri
Saudade quanta saudade do rincão onde eu nasci
Saudade quanta saudade dos meus tempos de guri

A casa onde eu morava numa tapera virou
Eu quis chamar por alguém porém a voz embargou
Nisto chega um cavaleiro que deste jeito falou
Por aí não tem mais nada, quem não morreu se mudou
Não vi o negro Avelino, caseiro do meu avô
Daquela hora em diante saudade me dominou

Saudade quanta saudade do rincão onde eu nasci
Saudade quanta saudade dos meus tempos de guri
Saudade quanta saudade do rincão onde eu nasci
Saudade quanta saudade dos meus tempos de guri

Dei de rédeas no meu pingo e para casa voltei
Mas até chegar em casa muito pranto eu derramei
Deixei passar tanto tempo só agora me lembrei
Que eu tinha uma obrigação de ver o que lá deixei
Porém cheguei muito tarde e nada mais encontrei
Só resta agora saudade do lugar que me criei

Saudade quanta saudade do rincão onde eu nasci
Saudade quanta saudade dos meus tempos de guri
Saudade quanta saudade do rincão onde eu nasci
Saudade quanta saudade dos meus tempos de guri

Qué nostalgia, cuánta nostalgia

Resolví dar una vuelta por el lugar donde nací
Para calmar la nostalgia de los tiempos que viví allí
Cuando abrí la tranquera con tristeza presentí
Que ya no quedaba nada de lo que dejé por ahí
Escuché con mucha tristeza el cantar de la paloma
Parece que me dice que ya no hay nada más allí

Qué nostalgia, cuánta nostalgia del lugar donde nací
Qué nostalgia, cuánta nostalgia de mis tiempos de niño
Qué nostalgia, cuánta nostalgia del lugar donde nací
Qué nostalgia, cuánta nostalgia de mis tiempos de niño

La casa donde vivía se convirtió en ruinas
Quise llamar a alguien pero la voz se me quebró
En eso llega un jinete que así me habló
Por ahí ya no hay nada, quien no murió se fue
No vi al negro Avelino, el cuidador de mi abuelo
Desde ese momento la nostalgia me dominó

Qué nostalgia, cuánta nostalgia del lugar donde nací
Qué nostalgia, cuánta nostalgia de mis tiempos de niño
Qué nostalgia, cuánta nostalgia del lugar donde nací
Qué nostalgia, cuánta nostalgia de mis tiempos de niño

Tomé las riendas de mi caballo y volví a casa
Pero hasta llegar a casa derramé muchas lágrimas
Dejé pasar tanto tiempo que ahora recuerdo
Que tenía la obligación de ver lo que dejé allí
Pero llegué muy tarde y ya no encontré nada
Solo queda ahora la nostalgia del lugar donde crecí

Qué nostalgia, cuánta nostalgia del lugar donde nací
Qué nostalgia, cuánta nostalgia de mis tiempos de niño
Qué nostalgia, cuánta nostalgia del lugar donde nací
Qué nostalgia, cuánta nostalgia de mis tiempos de niño

Escrita por: Leonir / Terezinha