395px

Tu Nombre

Os Milongueiros

Teu Nome

Depois de haver perdido a mais sublime das crenças
Depois de amarga sentença de haver sofrido calado
Ouvi falar em teu nome e as crenças ressuscitaram
Velhas lembranças voltaram no mais longínquo passado

Senti saudades confesso daqueles tempos risonhos
Dos meus castelos de sonhos que construí com carinho
E ao contemplar as ruínas no decorrer da existência
A saudade sem clemência vai me matando aos pouquinhos

Senti renascer de novo aquela mesma esperança
Que tive quando criança, quando a teu lado eu vivi
Embora tendo certeza que já esqueceste de mim
Não sei por que mesmo assim senti saudades de ti

Mas eu bendigo a saudade como bendigo esta dor
Que é fruto de um grande amor que o tempo jamais consome
O amor que aos olhos do mundo parece que se desfez
Mas que cresce a cada vez que ouço falar em teu nome

O que se desfez querida foi minha felicidade
Foi a minha mocidade que a teus pés desfolhei
Porque o amor verdadeiro não morre embora traído
Por isso embora esquecido eu jamais te esquecerei

Tu Nombre

Después de haber perdido la más sublime de las creencias
Después de una amarga sentencia de haber sufrido en silencio
Escuché hablar de tu nombre y las creencias resucitaron
Viejos recuerdos regresaron en el más lejano pasado

Confieso que extrañé esos tiempos alegres
De mis castillos de sueños que construí con cariño
Y al contemplar las ruinas a lo largo de la existencia
La nostalgia sin piedad me está matando poco a poco

Sentí renacer de nuevo esa misma esperanza
Que tuve cuando era niño, cuando viví a tu lado
Aunque estoy seguro de que ya me olvidaste
No sé por qué aún así te extrañé

Pero bendigo la nostalgia como bendigo este dolor
Que es fruto de un gran amor que el tiempo jamás consume
El amor que a los ojos del mundo parece haberse desvanecido
Pero que crece cada vez que escucho hablar de tu nombre

Lo que se desvaneció querida fue mi felicidad
Fue mi juventud que deshojé a tus pies
Porque el amor verdadero no muere aunque sea traicionado
Por eso, aunque olvidado, jamás te olvidaré

Escrita por: Osvaldo Flores / Velho Milongueiro