Santo Chão
Campeio a volta do meu ruano uma trincheira
A meia tarde quando o Sol procura o poente
E as semarias que recorro dia a dia
Compadecidas vão boleando a alma da gente
Essas legendas que meus olhos rastreadores
Aquerenciaram na soleira do galpão
De Dilhermando ao Arvoredo por São Pedro
Quanto segredo do índio pobre meu irmão
De três ontonte uma saudade caborteira
Igual ao ruano que por nada ainda se tasca
Pega o estribo e lá se vai metendo as garra
não'alguma farra de cordeona que se arrasta
Se Deus quiser com a Lua clara eu sigo a lida
Estrela guia que se passa ao Deus dará
A manhanzinha quando o galo acorda o mundo
Naquele fundo de alma nova eu vou cantar
O chão é santo e santa é a terra que me arrasta
Como quem laça algum torrena campo a fora
Se vem da cincha para os campos da querência
Pela tenência do cantar das minhas esporas
Tierra Santa
Yo defiendo la espalda de mi Ruan como una trinchera
Media tarde cuando el sol busca la puesta de sol
Y las semarias que uso dia a dia
Gente compasiva va por ahí inventando nuestras almas
Estos subtítulos que rastrean mis ojos
Apreciado en el umbral del cobertizo
De Dilhermando a Arvoredo por São Pedro
Cuánto del pobre secreto indio de mi hermano
De tres ontont un anhelo caborteira
Como el ruandés que todavía come por nada
Agarra el estribo y mete las garras ahí
no 'una espeluznante juerga de cuerdas
Si Dios quiere con la luna clara, sigo el ejemplo
Estrella guía que pasa a Dios te dará
La mañana en que el gallo despierta al mundo
En esa nueva alma voy a cantar
La tierra es santa y santa es la tierra que me arrastra
Como quien lanza una torre fuera del campo
Si viene de la cincha a los campos del amor
Por la tendencia a cantar mis espuelas
Escrita por: José Gaspar Machado da Silva / CESAR OLIVEIRA / Sérgio Medina Mércio