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La Muerte del Becerro

Os Novos Candangos

A Morte da Bezerra

Ninguém reclamou
A morte que foi pré-anunciada
Ninguém lamentou
A morte que foi pré-anunciada

Em sua breve vida, uma vida breve
Vida que se acaba em uma fome atroz
Alimenta a vida de seu algoz
Ela foi presa e confinada na cadeia alimentar

Será que ela teve que morrer assim?
Será que o ser humano é tão ruim?
Ela não teve culpa de ser inocente
Simplesmente nasceu para este triste fim

O que será que ela pensou, no seu momento crucial?
Serei um suculento prato pré-nupcial
Um acompanhamento de um prato principal
Ou um relés tira-gosto que é servido no final

Tristeza do bode, pesar da cabra
E a novilha vai ficar sem mãe
A vida é luxo, alegria as vezes
Mas a sua carne enche o bucho dos burgueses

Quem come não pensa, quem pensa não come
Presa inocente da fome do homem
Pesadelo do Green Peace todo em cima de mim
Sou vegetariano que só come capim

Passa a navalha, sangue que corre
Se quem come não morre, engorda pra caralho
Não sou açougueiro, cruel e carrasco
Meu chefe tá olhando, vou voltar pro trabalho

Mas a bichinha, tão pobrezinha
Tão inocente, que triste sina
A coitadinha, tão bonitinha
A bezerrinha nunca fez mal a ninguém

La Muerte del Becerro

Nadie se quejó
De la muerte que fue anunciada
Nadie lamentó
La muerte que fue anunciada

En su corta vida, una vida breve
Vida que termina en un hambre atroz
Alimenta la vida de su verdugo
Fue atrapada y confinada en la cadena alimentaria

¿Será que tuvo que morir así?
¿Será que el ser humano es tan malo?
Ella no tuvo la culpa de ser inocente
Simplemente nació para este triste final

¿Qué habrá pensado en su momento crucial?
¿Seré un suculento plato prenupcial?
¿Un acompañamiento de un plato principal?
¿O un simple aperitivo que se sirve al final?

Tristeza del macho cabrío, pesar de la cabra
Y la ternera se quedará sin madre
La vida es lujo, alegría a veces
Pero su carne llena el estómago de los burgueses

Quien come no piensa, quien piensa no come
Inocente presa del hambre del hombre
Pesadilla de Greenpeace encima de mí
Soy vegetariano que solo come pasto

Pasa la navaja, sangre que corre
Si quien come no muere, engorda un montón
No soy carnicero, cruel y verdugo
Mi jefe está mirando, debo volver al trabajo

Pero la pobrecita, tan inocente
Tan bonita, qué triste destino
La pobre, tan linda
La becerrita nunca le hizo daño a nadie

Escrita por: Goléo