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Saudosa Maloca

Os Originais do Samba

Saudosa Maloca

A gente vai ter que sair mesmo, é o pogresso, pogresso
O metrô vai passar embaixo
O pão cai e cai com a manteiga pra baixo
Tchau, maloca

Joga as cascas pra lá
Joga as cascas pra lá
Joga as cascas pra lá, meu bem

Se o sinhô não tá lembrado
Dá licença de contar
Já que aonde agora está
Esse ardifício arto

Era uma casa velha
Um palacete assobradado
Foi aqui, seu moço, que eu, Mato Grosso e o Joca
Construímos nossa maloca

Mas, um dia, nóis nem pode se alembrá
Veio os homens com as ferramenta
Que o dono mandou derrubá

Peguemo todas nossas coisas
E fumos pro meio da rua apreciá a demolição
Que tristeza que nóis sentia
Cada táuba que caía doia no coração

Mato Grosso quis gritá
Mas em cima eu falei
Os home tá com a razão
Nóis arranja outro lugar

Só se conformemos
Quando o Joca falou: Deus dá o frio conforme o cobertor
E hoje nóis pega as palha na grama do jardim
E pra esquece nóis cantemo assim

Saudosa maloca, maloca querida
Dim dim donde nóis passemos dias feliz de nossa vida
Saudosa maloca, maloca querida
Dim dim donde nóis passemos dias feliz de nossa vida

Joga as cascas pra lá
Joga as cascas pra lá
Joga as cascas pra lá, meu bem

Joga as cascas pra lá
Joga as cascas pra lá
Joga as cascas pra lá, meu bem

Joga as cascas pra lá
Joga as cascas pra lá
Joga as cascas pra lá, meu bem

Saudosa Maloca

Vamos a tener que salir, es progreso, progreso
El metro pasará por debajo
El pan cae y cae con la mantequilla hacia abajo
Adiós, barrio de chabolas

Tira las cáscaras allí
Tira las cáscaras allí
Tira las cáscaras allí, querida

Si no lo recuerdas
Disculpe que le diga
¿Desde dónde está ahora?
Esta ingeniosa artesanía

Era una casa vieja
Una mansión de dos pisos
Fue aquí, señor, donde yo, Mato Grosso y Joca
Construimos nuestra choza

Pero un día, ni siquiera podemos recordarlo
Los hombres vinieron con las herramientas
Que el dueño mandó derribar

Vamos a conseguir todas nuestras cosas
Y fumar en medio de la calle para disfrutar de la demolición
¡Qué tristes nos sentimos!
Cada tabla que caía me lastimaba el corazón

Mato Grosso quería gritar
Pero arriba dije
Los hombres tienen razón
Encontraremos otro lugar

Sólo si nos conformamos
Cuando Joca dijo: Dios da el frío según la manta
Y hoy recogemos la paja de la hierba del jardín
Y para olvidar, cantamos así

Querido pueblecito, querido pueblecito
Dim dim donde pasamos los días felices de nuestras vidas
Querido pueblecito, querido pueblecito
Dim dim donde pasamos los días felices de nuestras vidas

Tira las cáscaras allí
Tira las cáscaras allí
Tira las cáscaras allí, querida

Tira las cáscaras allí
Tira las cáscaras allí
Tira las cáscaras allí, querida

Tira las cáscaras allí
Tira las cáscaras allí
Tira las cáscaras allí, querida

Escrita por: Adoniran Barbosa