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Adiós, Niño del Barco Negro

Os Quatro e Meia

Adeus, Menino do Barco Negro

Adeus que me vou embora
Adeus que me vou embora
Adeus que me embora vou
Adeus que me embora vou

Vou daqui para a minha terra
Vou daqui para a minha terra
Que eu desta terra não sou
Que eu desta terra não sou

Olha o Sol que vai nascendo
Anda ver o mar, os meninos vão correndo
Ver o Sol chegar de manhã
De manhã, que medo, que me achasses feia!
Acordei, tremendo, deitada n'areia

Mas logo os teus olhos disseram que não
E o Sol penetrou no meu coração
Mas logo os teus olhos disseram que não
E o Sol penetrou no meu coração

Negro bairro negro
Bairro negro
Onde não há pão
Não há sossego

Eu sei, meu amor
Que nem chegaste a partir
Pois tudo, em meu redor
Me diz que estás sempre comigo

Eu sei, meu amor
Que nem chegaste a partir
Pois tudo, em meu redor
Me diz que estás sempre comigo

São loucas! São loucas!
São loucas! São loucas!

Adiós, Niño del Barco Negro

Adiós que me voy de aquí
Adiós que me voy de aquí
Adiós que me voy, me voy
Adiós que me voy, me voy

Voy de aquí a mi tierra
Voy de aquí a mi tierra
Porque de esta tierra no soy
Porque de esta tierra no soy

Mira el Sol que va saliendo
Ven a ver el mar, los niños van corriendo
Ver al Sol llegar por la mañana
Por la mañana, ¡qué miedo, que pensaras que soy fea!
Desperté, temblando, acostada en la arena

Pero luego tus ojos dijeron que no
Y el Sol penetró en mi corazón
Pero luego tus ojos dijeron que no
Y el Sol penetró en mi corazón

Barrio negro, negro
Barrio negro
Donde no hay pan
No hay sosiego

Sé, mi amor
Que ni siquiera llegaste a partir
Porque todo a mi alrededor
Me dice que siempre estás conmigo

Sé, mi amor
Que ni siquiera llegaste a partir
Porque todo a mi alrededor
Me dice que siempre estás conmigo

¡Están locas! ¡Están locas!
¡Están locas! ¡Están locas!

Escrita por: Amália Rodrigues / Antonio Variações / Jose Afonso