Janaíta
Janaíta, sete irmãos
Janaíta, pai peão
Janaíta, não diz não
Janaíta, não diz não
Não digas não
Limpa os olhos
Mostra os dentes
Flor intacta
Sol ardente
No galpão se fez mulher
Janaíta, sete irmãos
Janaíta, pai peão
Janaíta, não diz não
Janaíta, não diz não
O corpo fechado
Como rosa botão
Abriu-se inocente
Brotou no seu ventre
A condenação
Janaíta, sete irmãos
Janaíta, pai peão
Janaíta, não diz não
Janaíta, não diz não
O corpo cansado
De andar mão em mão
O sorriso ensaiado
Perdeu-se com os dentes
Morreu ilusão
Janaíta, sete irmãos
Janaíta, pai peão
Janaíta, não diz não
Janaíta, não diz não
O rancho estragado
A mão sem tostão
És pasto amassado
És mate lavado
Açude esgotado
És forno sem pão
Janaíta, sete irmãos
Janaíta, pai peão
Janaíta, não diz não
Janaíta, não diz não
Janaíta
Janaíta, siete hermanos
Janaíta, padre del peón
Janaíta, no digas que no
Janaíta, no digas que no
No digas que no
Limpia tus ojos
Muestra tus dientes
flor intacta
sol ardiente
En el cobertizo se convirtió en mujer
Janaíta, siete hermanos
Janaíta, padre del peón
Janaíta, no digas que no
Janaíta, no digas que no
El cuerpo cerrado
Como un capullo de rosa
Él se abrió inocentemente
Brotó en su vientre
La convicción
Janaíta, siete hermanos
Janaíta, padre del peón
Janaíta, no digas que no
Janaíta, no digas que no
El cuerpo cansado
De mano en mano
La sonrisa ensayada
Se perdió con los dientes
la ilusión murió
Janaíta, siete hermanos
Janaíta, padre del peón
Janaíta, no digas que no
Janaíta, no digas que no
El rancho en ruinas
La mano sin dinero
Eres hierba aplastada
Estás lavado, compañero
Depósito agotado
Eres un horno sin pan
Janaíta, siete hermanos
Janaíta, padre del peón
Janaíta, no digas que no
Janaíta, no digas que no
Escrita por: Claudio Boeira Garcia, José Waldir Souza Garcia