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Porteira A Fuera

Os Tiranos

Porteira À Fora

Dom Pedroli me mandou
Esta protanca tordilha
Arisca como traíra
Ligeira igual andorinha

Muito embora caborteira
Há de ser minha encilha
Trovejo o mango na cara
E roseteio na virilha

Protanca tordilha, por estas coxilhas
Nenhum me governou
Cravo as esporas porteira à fora
se ajeita do jeito que eu sou

Um carancho fachudaço
abre asas na tronqueira
Retrata a alma do pago
Asa aberta a vida inteira

Lavo o sangue das esporas
Em alguma volta de sanga
Meu tirador traz a marca
de espinhos da japecanga

Vou deixar esta protanca
domada em lida campeira
pois a fama de minha rédea
Já atravessou a fronteira

He! de ver esta crinuda
Muito guapa num rodeio
atenta trocando orelha
sempre forçando no freio

Porteira A Fuera

Dom Pedroli me envió
Esta potranca tordilla
Arisca como una traíra
Veloz como una golondrina

Aunque sea cabresteada
Será mi montura
Retumbo el mango en la cara
Y roseteo en la ingle

Potranca tordilla, por estos cerros
Ninguno me ha domado
Clavo las espuelas porteira a fuera
se acomoda como soy

Un carancho bien bravo
abre alas en la tranquera
Refleja el alma del pago
Ala abierta toda la vida

Lavo la sangre de las espuelas
En algún recodo de arroyo
Mi tirador lleva la marca
de espinas de la japecanga

Voy a dejar esta potranca
domada en la tarea campera
pues la fama de mi rienda
Ya cruzó la frontera

¡Eh! de ver esta crinuda
Muy guapa en un rodeo
atenta cambiando oreja
siempre forzando en el freno

Escrita por: José Eroni Da Silva / Luiz Bastos