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Las Cosas de Mi Terruño

Oswaldir e Carlos Magrão

As Coisas do Meu Rincão

Abandonei a querência contrariei meu coração
Por andar muito cansado da vida que leva um peão
Trabalhava noite e dia não pagavam quase nada
Arriscava minha vida laçando boi na invernada

Cá na cidade vivo de recordação
Quase morro de saudade das coisas do meu rincão

Até meu cavalo zaino, companheiro de jornada
Presenteei pra uma prenda que era a minha namorada
Fiz a gaúcha chorar quando eu lhe disse assim
Cuide bem do meu cavalo e nunca te esqueça de mim

Tem certas coisas que machuca o coração
Lembro o meu cavalo zaino e as coisas do meu rincão

Diz que até os passarinhos não se escutam mais cantar
Depois que eu vim embora voaram pra outro lugar
Lembro das brigas de touros do brazinu e do zebú
Das noites de lua cheia e das caçadas de tatu

O meu cachorro latindo lá no galpão
Lembro a minha prenda linda e as coisas do meu rincão

Las Cosas de Mi Terruño

Abandoné la querencia, desafié a mi corazón
Por andar muy cansado de la vida que lleva un peón
Trabajaba noche y día, apenas pagaban nada
Arriesgaba mi vida lazeando toros en la invernada

Aquí en la ciudad vivo de recuerdos
Casi muero de añoranza por las cosas de mi terruño

Incluso a mi caballo zaino, compañero de jornada
Lo regalé a una prenda que era mi novia
Hice llorar a la gaucha cuando le dije así
Cuida bien de mi caballo y nunca te olvides de mí

Hay ciertas cosas que hieren el corazón
Recuerdo a mi caballo zaino y las cosas de mi terruño

Dicen que ni los pajaritos se escuchan cantar más
Desde que me fui volaron a otro lugar
Recuerdo las peleas de toros del brazino y del cebú
De las noches de luna llena y de las cacerías de tatú

Mi perro ladrando allá en el galpón
Recuerdo a mi hermosa prenda y las cosas de mi terruño

Escrita por: José Mendes