O Filho que Volta
Meu pai, sou aquele filho teu que um dia te
Pedi tudo que me pertencia
E desprezando teu amor, pelo mundo eu saí
Fui viver como eu queria
Lá, bem distante, eu fiquei, só miséria consegui
Felicidade não achei
Lá fora tudo é diferente, não tem a paz que aqui existe
Nem o que eu tanto desejei
Perdi tudo aquilo que me deste
Por viver longe de ti, no país do sofrimento
Onde passei muita penúria
Tive fome e não achei quem me desse alimento
Já não mereço ser teu filho
Quero ser teu empregado, por isso vim te procurar
Quero viver contigo agora
Na mesma casa que um dia fui capaz de abandonar
O pai não revolta contra o filho
Seu amor é infinito, seu coração não tem rancor
Aceita o filho com alegria
Dá de novo o conforto e esquece o que passou
O filho que saiu um dia já não é mais um perdido
Pois a paz reencontrou
Nunca é tarde pra voltar
O pai não cansa de esperar o filho que o desprezou
El Hijo que Regresa
Mi padre, soy aquel hijo tuyo que un día te
Pedí todo lo que me pertenecía
Y despreciando tu amor, por el mundo me fui
A vivir como quería
Allá, muy lejos, me quedé, solo conseguí miseria
Felicidad no encontré
Afuera todo es diferente, no hay la paz que aquí existe
Ni lo que tanto deseaba
Perdí todo lo que me diste
Por vivir lejos de ti, en el país del sufrimiento
Donde pasé mucha penuria
Tuve hambre y no encontré quien me diera alimento
Ya no merezco ser tu hijo
Quiero ser tu empleado, por eso vine a buscarte
Quiero vivir contigo ahora
En la misma casa que un día fui capaz de abandonar
El padre no se rebela contra el hijo
Su amor es infinito, su corazón no guarda rencor
Acepta al hijo con alegría
Da de nuevo el confort y olvida lo pasado
El hijo que se fue un día ya no está perdido
Pues encontró la paz
Nunca es tarde para regresar
El padre no se cansa de esperar al hijo que lo despreció
Escrita por: Francisco Toledo / Osvaldo toledo