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Mineira de Uberaba (part. Pedro Bento e Zé Da Estrada)

Otávio Augusto e Gabriel

Mineira de Uberaba (part. Pedro Bento e Zé Da Estrada)

Hoje eu lembro com saudade do meu tempo de solteiro
Fui buscar uma boiada no grande estado mineiro
Eu cheguei em Pouso Alegre dia 3 de fevereiro
Lá eu vi uma morena perdição de um boiadeiro

Ela disse que é mineira e nasceu em Uberaba
Se criou no campo afora lidando nas invernadas
Ela monta em burro bravo, alegre dando risada
Pra pegar mestiço arisco nunca perdeu uma laçada

Fomos juntar uma boiada e o povo se admirou
Escapou uma vaca preta e a mineira acompanhou
A laçada foi certeira, mas o laço arrebentou
Ela pegou a vaca a unha e sozinha derrubou

Eu convidei a morena pra ser minha companheira
Ela então me respondeu, vivo muito bem solteira
Por dinheiro eu não me vendo eu também sou fazendeira
Eu trabalho pra mostrar o valor de uma mineira

Ela fez a despedida foi numa segunda feira
Despediu e foi embora numa besta marchadeira
Eu fiquei com saudade da morena boiadeira
Nunca mais eu pude ver aquela linda mineira

Mineira de Uberaba (part. Pedro Bento e Zé Da Estrada)

Hoy recuerdo con nostalgia mi tiempo de soltero
Fui a buscar una manada en el gran estado minero
Llegué a Pouso Alegre el 3 de febrero
Allí vi a una morena, perdición de un vaquero

Ella dijo que es de Uberaba, nacida minera
Creció en el campo lidiando en las invernadas
Monta en burro bravo, alegre y risueña
Para atrapar un mestizo arisco, nunca falla en la lazada

Fuimos a juntar una manada y la gente se sorprendió
Se escapó una vaca negra y la minera la siguió
La lazada fue certera, pero el lazo se rompió
Ella agarró la vaca de la pezuña y sola la derribó

Invité a la morena a ser mi compañera
Ella me respondió, vivo muy bien soltera
No me vendo por dinero, también soy hacendada
Trabajo para mostrar el valor de una minera

Se despidió un lunes
Se fue en una bestia marchadora
Extraño a la morena vaquera
Nunca más pude ver a esa hermosa minera

Escrita por: Zé Tapera / Paiozinho