395px

Donde Viven Mis Padres

Otávio Augusto e Gabriel

Onde Moram Meus Pais

Não suportando a saudade
Do tempo que longe vai
Voltei aonde vivi
O bom tempo de rapaz
O riacho da jangada
Quanta lembrança me traz

A campina verdejante
E os lindos coqueirais
Minha alegria foi tanta
Quando vi a casa branca
Aonde moram meus pais
Na sombra do pé de cedro

Passei horas recordando
O correr do dia a dia
Tudo foi se transformando
Não vi as vacas leiteiras
Lá no portão ruminando
No piquete não vi mais

O meu cavalo pastando
Não ouvi mais as batidas
Compassadas e seguidas
Do monjolo trabalhando
Não ouvi mais o jaó

Piando no taboqueiro
E lá na passagem velha
Já não tem mais o barreiro
Aonde dava na certa
Rastro fresco dos mateiros

Eu não vi mais o sultão
Nem o guampo e o ligeiro
Chorei por não resistir
A saudade que senti
Dos antigos companheiros
Hoje vivo recordando
O barulho do riozinho

Também da paineira velha
Lá da curva do caminho
Seus galhos ainda floram
Dando abrigo aos passarinhos
Em seu tronco vi meu nome

Gravado entre os espinhos
Do tempo bom que passou
Só a saudade ficou
Ao longo do meu caminho

Donde Viven Mis Padres

No soportando la nostalgia
Del tiempo que se aleja
Regresé a donde viví
Los buenos tiempos de joven
El arroyo de la balsa
Qué recuerdos me trae

El campo verdeante
Y las hermosas palmeras
Mi alegría fue tanta
Cuando vi la casa blanca
Donde viven mis padres
A la sombra del cedro

Pasé horas recordando
El transcurrir del día a día
Todo fue cambiando
No vi las vacas lecheras
En la puerta rumiando
En el corral ya no vi

A mi caballo pastando
No escuché más los golpes
Compasados y seguidos
Del molino trabajando
No escuché más al jaó

Piando en el tablón
Y allá en el viejo paso
Ya no hay más el estanque
Donde solía haber
Rastros frescos de los cazadores

Ya no vi al sultán
Ni al guampo y al veloz
Lloré por no resistir
La nostalgia que sentí
De los antiguos compañeros
Hoy vivo recordando
El ruido del arroyo

También del viejo árbol de ceibo
Allá en la curva del camino
Sus ramas aún florecen
Dando refugio a los pajaritos
En su tronco vi mi nombre

Grabado entre las espinas
Del buen tiempo que pasó
Sólo quedó la nostalgia
A lo largo de mi camino

Escrita por: Taviano