A Caverna
Se você não sabe o que é
Sentir saudades do céu, acorda.
O mundo novo está além deste véu
Que cobre o olhar, que te faz julgar se é certo viver.
De tudo, o claro é tão só.
A lua espelha no mar.
Não sabes mais quem eu sou.
Me tira deste lugar.
Fugiram do teto finito num tiro sem grito.
Me deixem pra trás.
Não há como ver quem não diga,
Com pura clareza, a certeza de errar.
A cada passo que dou, volto e alcanço teu lar.
Parece que o céu acordou.
Quase posso tocar.
Se você não sabe o que é
Dar de cara com o inferno,
A aurora, de longe, mostra o vulto do inverno.
Congela o olhar e faz duvidar do que é certo: Morrer.
Fugiram do teu infinito.
Um grito restrito, deixaram pra trás.
Não há como ver quem não diga,
Com pura clareza, a certeza de errar.
Mas não sei mais é certo lutar.
Pois não sei mais se é certo vencer.
La Caverna
Si no sabes lo que es
Sentir nostalgia del cielo, despierta.
El mundo nuevo está más allá de este velo
Que cubre la mirada, que te hace juzgar si es correcto vivir.
De todo, lo claro es tan solo.
La luna se refleja en el mar.
Ya no sabes quién soy.
Sácame de este lugar.
Huyeron del techo finito en un disparo sin grito.
Déjenme atrás.
No hay forma de ver quién no diga,
Con total claridad, la certeza de errar.
Cada paso que doy, vuelvo y alcanzo tu hogar.
Parece que el cielo despertó.
Casi puedo tocar.
Si no sabes lo que es
Toparte de frente con el infierno,
La aurora, desde lejos, muestra la silueta del invierno.
Congela la mirada y hace dudar de lo que es correcto: Morir.
Huyeron de tu infinito.
Un grito restringido, dejaron atrás.
No hay forma de ver quién no diga,
Con total claridad, la certeza de errar.
Pero ya no sé si es correcto luchar.
Pues ya no sé si es correcto vencer.