Linguagem Emocional
LINGUAGEM EMOCIONAL (Pablo Fernandes)
Eu me respondo a confusões, atravanco minhas mágoas.
Eu não me vejo em beijo em forma, segunda feira engarrafada.
Engrandeço um pedaço louco de um tijolo solto num momento de fazer canção
Que não tem chão, que não tem fala, é som palavra rachada.
É pediqué, de rapidé, de barangolé inté minha encruzilhada.
Loucos segredos escondidos, em formas de vida de palavras soltas.
Gramaticais muito loucas, fonemas brailes de comunicação.
Penetrantes como faca em paixão, mórbida certeza de não dizer que fala,
De não falar que diga, de não traduzir o peito, de não dizer direito.
O que se sente não está na mente não é fonema não tem forma.
Não me explica eu não quero, prefiro assim fechando os olhos.
Quero sentir a dor no peito, o som do leito, a chuva em brasa,
A nevoada que me escuresse a vista a primeira vista encontro o canto rouco,
De uma loucura intuitiva abriga, e briga ao repetir:
É matemático esculático,
é soma fração foneminais,
que toma vida e te domina,
você não sente nunca mais.
Lenguaje Emocional
LENGUAJE EMOCIONAL (Pablo Fernandes)
Respondo a confusiones, atasco mis penas.
No me veo en un beso en forma, lunes congestionado.
Engrandezco un pedazo loco de un ladrillo suelto en un momento de hacer canción
Que no tiene suelo, que no tiene voz, es sonido palabra rajada.
Es pediqué, de rapidé, de barangolé hasta mi encrucijada.
Locos secretos escondidos, en formas de vida de palabras sueltas.
Gramaticales muy locas, fonemas brailles de comunicación.
Penetrantes como cuchillo en pasión, mórbida certeza de no decir que habla,
De no hablar que diga, de no traducir el pecho, de no decir correctamente.
Lo que se siente no está en la mente, no es fonema no tiene forma.
No me expliques, no quiero, prefiero así cerrando los ojos.
Quiero sentir el dolor en el pecho, el sonido del lecho, la lluvia en brasas,
La neblina que me oscurezca la vista a primera vista encuentro el canto ronco,
De una locura intuitiva abriga, y briga al repetir:
Es matemático escuálido,
es suma fracción fonémica,
que cobra vida y te domina,
tú no sientes nunca más.
Escrita por: Pablo Fernandes