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Mariquita

Paco Bandeira

Joaninha

Joaninha avoa avoa, que o teu pai foi para Lisboa
Joaninha avoa avoa, a trabalhar
Joaninha avoa avoa, que o teu pai foi para Lisboa
Com teus olhos no olhar

Levou o saco de linho
Com a rosa que bordaste
Uma enxada e um ancinho
E o farnel que lhe amanhaste

Levou o saco de linho
Com a rosa que bordaste
Uma enxada e um ancinho
E o farnel que lhe amanhaste

Joaninha avoa avoa, que o teu pai está em Lisboa
Joaninha avoa avoa, a trabalhar
Cava tuneis, avenidas
Ergue casas coloridas para a cidade morar

Para a cidade morar
Nele já moram saudades
Da tua cara gaiata
Do Sol que há no teu voar

Para a cidade morar
Nele já moram saudades
Da tua cara gaiata
Do Sol que há no teu voar

Joaninha avoa avoa, que o teu pai foi para Lisboa
Joaninha avoa avoa, a trabalhar
Joaninha avoa avoa, que o teu pai está em Lisboa
Em Lisboa a emigrar

Não enxerga o que se fala
Cada grito é uma bala
Dentro do peito a queimar

Joaninha avoa avoa, que o teu pai morre em
Lisboa
Devagar

Mariquita

Abuelo mariquita, tu padre se fue a Lisboa
Abuela mariquita, trabajando
Abuelo mariquita, tu padre se fue a Lisboa
Con los ojos en los ojos

Se llevó la bolsa de lino
Con la rosa bordada
Una azada y un rastrillo
Y la comida que le trajiste

Se llevó la bolsa de lino
Con la rosa bordada
Una azada y un rastrillo
Y la comida que le trajiste

Abuelo mariquita, que tu padre está en Lisboa
Abuela mariquita, trabajando
Túneles de cava, avenidas
Levanta casas coloridas para que la ciudad viva

A la ciudad para vivir
En él ya viven el anhelo
De tu cara de guybird
Del sol que está en tu vuelo

A la ciudad para vivir
En él ya viven el anhelo
De tu cara de guybird
Del sol que está en tu vuelo

Abuelo mariquita, tu padre se fue a Lisboa
Abuela mariquita, trabajando
Abuelo mariquita, que tu padre está en Lisboa
En Lisboa para emigrar

No puedes ver de lo que estás hablando
Cada grito es una bala
Dentro del pecho ardiendo

Abuelo mariquita, en el que tu padre muere
Lisboa
Lento

Escrita por: Eduardo Olimpio / Paco Bandeira