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Boiadeiro Errante

Padre Alessandro Campos

Boiadeiro Errante

Eu venho vindo de uma querência distante
Sou um boiadeiro errante
Que nasceu naquela serra
O meu cavalo corre mais que o pensamento
Ele vem no passo lento
Porque ninguém me espera!

Tocando a boiada
Auê-uê-uê-ê boi
Eu vou cortando estrada
Uê boi
Tocando a boiada
Auê-uê-uê-ê boi
Eu vou cortando estrada!

Toque o berrante com capricho, zé vicente
Mostre para essa gente
O clarim das alterosas
Pegue no laço
Não se entregue companheiro
Chame o cachorro campeiro
Que essa rez é perigosa!

Olhe na janela
Auê uê uê ê boi
Que linda donzela
Uê boi
Olhe na janela
Auê uê uê ê boi
Que linda donzela!

Sou boiadeiro
Minha gente o que é que há?
Deixe o meu gado passar
Vou cumprir com a minha sina
Lá na baixada quero ouvir a siriema
Pra lembrar de uma pequena
Que eu deixei lá em minas!

Ela é culpada
Auê uê uê ê boi
De eu viver nas estradas
Uê boi
Ela é culpada
Auê uê uê ê boi
De eu viver nas estradas!

O rio tá calmo e a boiada vai nadando
Olhe aquele boi berrando
Chico bento corre lá!
Lace o mestiço
Salve ele das piranhas
Tire o gado da campanha
Pra viagem continuar!

Com destino a goiás
Auê uê uê ê boi
Deixei minas gerais
Uê boi
Com destino a goiás
Auê uê uê ê boi
Deixei minas gerais!
Uê boi

Boiadeiro Errante

Vengo llegando de una tierra lejana
Soy un vaquero errante
Que nació en esa sierra
Mi caballo corre más rápido que el pensamiento
Viene al paso lento
¡Porque nadie me espera!

Guiando al ganado
¡Arre, arre, arre, vaquero!
Voy cortando camino
¡Arre, vaquero!
Guiando al ganado
¡Arre, arre, arre, vaquero!
Voy cortando camino!

Toca la corneta con esmero, José Vicente
Muestra a esta gente
El clarín de las alturas
Agarra el lazo
No te rindas compañero
Llama al perro de campo
¡Que esta ruta es peligrosa!

Mira por la ventana
¡Arre, arre, arre, vaquero!
Qué bella doncella
¡Arre, vaquero!
Mira por la ventana
¡Arre, arre, arre, vaquero!
Qué bella doncella!

Soy vaquero
¿Qué pasa, gente?
Dejen pasar a mi ganado
Voy a cumplir con mi destino
En la bajada quiero escuchar a la siriema
Para recordar a una pequeña
Que dejé en Minas Gerais

Ella es la culpable
¡Arre, arre, arre, vaquero!
De que viva en las carreteras
¡Arre, vaquero!
Ella es la culpable
¡Arre, arre, arre, vaquero!
De que viva en las carreteras!

El río está tranquilo y el ganado va nadando
Mira a ese toro mugiendo
¡Chico Bento, corre allá!
Lanza al mestizo
Sálvalo de las pirañas
Saca al ganado del campo
¡Para que el viaje continúe!

Con destino a Goiás
¡Arre, arre, arre, vaquero!
Dejé Minas Gerais
¡Arre, vaquero!
Con destino a Goiás
¡Arre, arre, arre, vaquero!
Dejé Minas Gerais!
¡Arre, vaquero!

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