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No hay nadie como tú

João Pedro Pais

Não Há Ninguém Como Tu

Já não há mais o que vagar
dois olhares envergonhados
agora tudo é discreto
até já esqueces o passado
se te perguntarem
se estive ausente
vão ouvir dizer
que não me vendo
nem me dou a toda a gente

Não há... ninguém como tu,
tão diferente
não há...ninguém como havia,
antigamente

As pessoas que tu ves
no meio das avenidas
todas procuram assentos
já nem ligam ao dia-a-dia
os mendigos que se escondem
nas arcadas divididas
fumando definitivo
deitando contas à vida
e se alguém notar
a tua indiferença
diz-lhes que o acaso
é mera coincidência

Não há... ninguém como tu,
tão diferente
não há...ninguém como havia,
antigamente

Não há... ninguém como tu,
tão diferente
não há...ninguém como havia,
antigamente

Não há... ninguém como tu,
tão diferente
não há...ninguém como havia,
antigamente

Não há...
Não há ninguém como tu!

No hay nadie como tú

No hay más por qué pasear
dos miradas avergonzados
ahora todo es discreto
olvidas el pasado
si te preguntan
si estuviera ausente
oirá decir
que no me veo a mí mismo
ni me entrego a todos

No hay nadie como tú
tan diferente
No hay nadie como lo había
anteriormente

La gente que ves
en medio de las avenidas
todos buscan asientos
ni siquiera se preocupan por el día a día
los mendigos que se esconden
en las arcadas divididas
fumar definitivo
cuentas mentira a la vida
y si alguien nota
tu indiferencia
les dice que la oportunidad
es una mera coincidencia

No hay nadie como tú
tan diferente
No hay nadie como lo había
anteriormente

No hay nadie como tú
tan diferente
No hay nadie como lo había
anteriormente

No hay nadie como tú
tan diferente
No hay nadie como lo había
anteriormente

No hay
¡No hay nadie como tú!

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