Há Gente Nas Calçadas (ou o Efeito Foi Feito Na Rua da Luta)
Hey! levanta a cabeça, soletra
E canta a nossa letra
Não é efeito estufa, não é efeito borboleta
Muito menos o efeito montanha-russa
O efeito eu vou fazer nem que a vaca tussa
Vou doando o meu próprio sangue
Que reflete na mente, na roupa e na pele.
A luta que faz eu cantar contra essa bola de neve
Se você não estudar, trabalhar, arriscar
O problema nunca vai ser breve
Vai! não espere, não espere!
Não fique à esmo
Aprendi com airton senna que eu só perco pra mim mesmo
Acelere, acelere!
Porque debaixo de um papelão o sangue ferve
De frio, de fome, de sede, de febre
Com a sua política do "gato por lebre"
Refrão
O que é que há?
O que é que há meu irmão?
Pra você vim pra cá
Eu lhe dou uma visão
Uma família de 18 anos
Desesperada em cima de um papelão
O que é que há?
O que é que há meu amigo?
Pra você vim ajudar
Eu lhe dou um motivo
Um homem-bicho sem emprego fixo
Comendo resto de comida na porra do lixo
É pela criança no caixão
Que meu coração se entristece
É pela esperança que a arte se enriquece
Perpetuando o nosso movimento
Com o pensamento que isso se prolifere
Enxergue! e ver se nessa luta você não interfere
Se ergue! o que eu quero do silêncio é a prece
Mas a palavra é como a arma, mata, fere
Porém, pra quem tem preguiça de ler
Toda desculpa serve
Mas antes tarde do que nunca
Pra começar a subverter sua cabeça inerte
Para também não defender a normalidade
Realidade não pode esperar pelo restrito
Prossegue! dê voz as suas idéias, solte um grito
Refrão
O que é que há?
O que é que há meu irmão?
Pra você vim pra cá
Eu lhe dou uma visão
Uma família de 18 anos
Desesperada em cima de um papelão
O que é que há?
O que é que há meu amigo?
Pra você vim ajudar
Eu lhe dou um motivo
Um homem-bicho sem emprego fixo
Comendo resto de comida na porra do lixo
Saia de casa, há gente nas calçadas
A revolução não será televisionada
Venha pra rua fazer a sua atuação de mãos dadas
Pra gente acordar, solucionar
Deixar de ser réu desse sistema selvagem
Pois um dia cai essa politicagem
Eu tenho certeza que aprendizagem não vai faltar
Pois é como o teatro, você também é personagem
Experimente a coragem do seu ato diante do fato
Pra quem sabe, a sua vida se torne uma mensagem
Refrão
Hay Gente en las Veredas (o el Efecto Fue Hecho en la Calle de la Lucha)
Hey! levanta la cabeza, deletrea
Y canta nuestra letra
No es efecto invernadero, no es efecto mariposa
Mucho menos el efecto montaña rusa
El efecto lo haré aunque la vaca tosa
Donando mi propia sangre
Que se refleja en la mente, en la ropa y en la piel.
La lucha que me hace cantar contra esta bola de nieve
Si no estudias, trabajas, arriesgas
El problema nunca será breve
¡Vamos! ¡no esperes, no esperes!
No te quedes en la nada
Aprendí con Ayrton Senna que solo pierdo contra mí mismo
¡Acelera, acelera!
Porque debajo de un cartón la sangre hierve
De frío, de hambre, de sed, de fiebre
Con tu política del 'gato por liebre'
Coro
¿Qué pasa?
¿Qué pasa, hermano?
Para que vengas aquí
Te doy una visión
Una familia de 18 años
Desesperada encima de un cartón
¿Qué pasa?
¿Qué pasa, amigo?
Para que vengas a ayudar
Te doy un motivo
Un hombre-animal sin trabajo fijo
Comiendo sobras de comida en la maldita basura
Es por el niño en el ataúd
Que mi corazón se entristece
Es por la esperanza que el arte se enriquece
Perpetuando nuestro movimiento
Con el pensamiento de que esto se propague
¡Observa! y ve si en esta lucha no interfieres
¡Levántate! lo que quiero del silencio es la plegaria
Pero la palabra es como un arma, mata, hiere
Pero, para aquellos que tienen pereza de leer
toda excusa sirve
Pero más vale tarde que nunca
Para empezar a subvertir tu mente inerte
Para no defender la normalidad
La realidad no puede esperar por lo restringido
¡Sigue adelante! da voz a tus ideas, suelta un grito
Coro
¿Qué pasa?
¿Qué pasa, hermano?
Para que vengas aquí
Te doy una visión
Una familia de 18 años
Desesperada encima de un cartón
¿Qué pasa?
¿Qué pasa, amigo?
Para que vengas a ayudar
Te doy un motivo
Un hombre-animal sin trabajo fijo
Comiendo sobras de comida en la maldita basura
Sal de casa, hay gente en las veredas
La revolución no será televisada
Ven a la calle a hacer tu actuación de manos unidas
Para despertar, resolver
Dejar de ser reo de este sistema salvaje
Porque un día caerá esta politiquería
Estoy seguro de que no faltará aprendizaje
Porque es como el teatro, tú también eres personaje
Experimenta el coraje de tu acto ante el hecho
Para que quizás, tu vida se convierta en un mensaje
Coro