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Macho Rapina

Palmeira e Biá

Macho Rapina

Meu cavalo que veio de Minas
Por nome Rapina, fazenda Potreiro
Bem do centro de Minas Gerais
Que o Zé Capataz trouxe o potro ligeiro

Arranquei quatro nota de quina
E fez de propina pro peão mineiro
Eu levei pra cocheira este macho
Tirou o barbicacho e o pus freio maneiro

Quando eu monto no potro Rapina
Que eu dobro as esquina eu deixo saudade
Porque o macho é destino galante
Não pega quebrante é de fina bondade

É um gosto, é uma inclinação
Eu só tenho o que é bão, isso é coisa da idade
Neste mundo o que vale é o prazer
Eu gosto de ter o que é bão de verdade

Quando eu saio num dia de domingo
Montado no pingo que eu vou passeá
As morena lá da redondeza
Faço na certeza se apaixoná

No pescoço meu lenço riscado
De couro encarnado e camisa araçá
E também não esqueço meu pinho
Que vai bem juntinho pra me alegrá

Se um estranho montar no Colombo
O pulo e o tombo é coisa da hora
Como o rei que já tem o seu trono
Só aceita o dono, não aceita espora

Do Rapina já fiz o cartaz
Já falei demais, por isso vou embora
Me despeço dos amigos meus
Pois fiquem com Deus e Nossa Senhora

Macho Rapina

Mi caballo que vino de Minas
Por nombre Rapina, finca Potrero
Justo en el centro de Minas Gerais
Que el Zé Capataz trajo al potro veloz

Arranqué cuatro billetes de quina
Y los hizo propina para el peón minero
Lo llevé al establo a este macho
Le quité el bozal y le puse un freno hábil

Cuando monto al potro Rapina
Que doblo las esquinas, dejo nostalgia
Porque el macho es un galante destino
No se cansa, es de fina bondad

Es un gusto, es una inclinación
Solo tengo lo bueno, es cosa de la edad
En este mundo lo que vale es el placer
Me gusta tener lo bueno de verdad

Cuando salgo en un domingo
Montado en el caballo para pasear
Las morenas de los alrededores
Seguro se enamoran

En el cuello mi pañuelo rayado
De cuero colorado y camisa araçá
Y tampoco olvido mi guitarra
Que va bien cerca para alegrarme

Si un extraño monta en Colombo
El salto y la caída son cosa de la hora
Como el rey que ya tiene su trono
Solo acepta al dueño, no acepta espuela

Del Rapina ya hice el cartel
Ya hablé demasiado, por eso me voy
Me despido de mis amigos
Que se queden con Dios y la Virgen

Escrita por: Nenete / Palmeira