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Estilo del Carretero

Palmeira e Biá

Moda do Carroceiro

Eu sou carroceiro, meu serviço é duro
Levanto bem cedo que ainda tá escuro
Com a minha tropa que tem cinco burro
Tocando meu sino eu venho seguro

Meu patrão ajusta lá na vizinhança
Alguma família que é nova esperança
Com minha carroça eu faço a mudança
E não quebro os traste, pois a tropa é mansa

No varal eu tenho o burro Tufão
E no balancim o velho Barão
Estes dois me deram a satisfação
De arrancar da estrada muitos caminhão

Na ponta o Peitudo, na guia o Sanhaço
E na contra guia o Peito de Aço
A minha burrada segue passo a passo
E eu na boleia não sinto cansaço

Eu sou caprichoso, sou bão camarada
Pois a minha tropa é bem pareada
Os burro são preto da crina tosada
São os mais bonito de quarqué estrada

Arreio enfeitado da cor da bandeira
E tenho o sincero preso na guaieira
De longe escutando aquela zoeira
Meus filhos já correm abrindo a porteira

Um dia depois que sai pagamento
Eu vou no comércio buscar mantimento
De cada colono pego o sortimento
E vorto enfrentando o chão poeirento

Assim vou vivendo pra baixo e pra riba
E não tenho queixa da luta empreendida
Todos neste mundo tem a sua lida
De viver rodando na estrada da vida

Estilo del Carretero

Soy carretero, mi trabajo es duro
Me levanto temprano cuando aún está oscuro
Con mi tropa de cinco burros
Tocando mi campana, vengo seguro

Mi jefe ajusta en el vecindario
Alguna familia que es nueva esperanza
Con mi carreta hago la mudanza
Y no rompo las cosas, porque la tropa es mansa

En el corral tengo al burro Tufón
Y en el balancín al viejo Barón
Estos dos me dieron la satisfacción
De sacar de la carretera muchos camiones

En la punta el Pecho Grande, en la guía el Sanhaço
Y en la contra guía el Pecho de Acero
Mi tropa sigue paso a paso
Y yo en el asiento no siento cansancio

Soy detallista, soy buen compañero
Porque mi tropa está bien emparejada
Los burros son negros de la crin recortada
Son los más bonitos de cualquier carretera

Arreos adornados del color de la bandera
Y tengo al sincero atado en la guadua
Desde lejos escuchando ese ruido
Mis hijos ya corren abriendo la tranquera

Un día después de cobrar el sueldo
Voy al comercio a buscar provisiones
De cada colono tomo el surtido
Y vuelvo enfrentando el suelo polvoriento

Así sigo viviendo de arriba abajo
Y no tengo queja de la lucha emprendida
Todos en este mundo tienen su tarea
De vivir rodando en la carretera de la vida

Escrita por: Palmeira