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Fandangueiro

Palmeira e Luizinho

Fandangueiro

O meu nome é Parmera
Meu irmão chama Luizinho
Eu canto moda campeira
Com muita alma e carinho

Eu tenho um cavalo preto
E tenho um burro picaço
Eu não troco a minha vida
Pela vida boa de quarqué ricaço

Eu sou um fandangueiro
Juro que não sou gabola
Nunca rejeitei parada
No braço desta viola

Quando eu entro num pagode
No salão ninguém me amola
Se alguém fica mais engraçado
Em cada braçada é quatro que rola

Das morena dos meus pago
Muito suspiro eu arranco
Gosto de fazê bonito
Quando amonto num potranco

Carco as espora no bicho
Encosto ele no barranco
Boto a moça na garupa
E saio macio sem dá solavanco

Sou gaúcho de Pelotas
O meu irmão é mineiro
Eu tenho uma charqueada
Que me dá muito dinheiro

Meu irmão também trabaia
É peão de mulambeiro
Mas na hora do fandango
Aqui tá dois peito que são brasileiro
Mas na hora do fandango
Aqui tá dois peito que são brasileiro

Fandangueiro

Mi nombre es Parmera
Mi hermano se llama Luizinho
Canto música campera
Con mucho alma y cariño

Tengo un caballo negro
Y tengo un burro picazo
No cambio mi vida
Por la vida buena de cualquier ricachón

Soy un fandanguero
Juro que no soy fanfarrón
Nunca rechacé una fiesta
Con el brazo de esta guitarra

Cuando entro en un baile
En el salón nadie me molesta
Si alguien se pone más gracioso
En cada golpe son cuatro los que caen

De las morenas de mis pagos
Muchos suspiros arranco
Me gusta lucirme
Cuando monto un potro

Clavo las espuelas en la bestia
La apoyo en el barranco
Pongo a la chica en la grupa
Y salgo suave sin dar tumbos

Soy gaúcho de Pelotas
Mi hermano es minero
Tengo un saladero
Que me da mucho dinero

Mi hermano también trabaja
Es peón de mulatero
Pero a la hora del fandango
Aquí están dos pechos que son brasileños
Pero a la hora del fandango
Aquí están dos pechos que son brasileños

Escrita por: Geraldo Costa / Palmeira