Maruca do Sertão
Eu andei quarenta légua
Em riba do meu mulão
Fui fazer meu casamento
Com a Maruca do Sertão
Pra aliviá meu coração
Atravessei mata virge
E as campina do deserto
A distância mais distante
Pra quem ama fica perto
Quem quer bem sabe que é certo
Eu cheguei no patrimônio
E avistei um azulão
Perguntei do paradeiro
Da Maruca do Sertão
Tive uma desilusão
O azulão me arrespondeu
Se procura o seu amor
Não lhe posso dar notícia
Daqui não sou morador
Quase que eu morri de dor
Eu segui a caminhada
Atravessei a pinguela
Fui tirar informação
No moinho da cancela
Meu sentido tava nela
E nas águas do moinho
O monjolo arrespondeu
A Maruca do Sertão
Faz três noite que morreu
O meu peito estremeceu
Eu vortei margeando as águas
Bem no remanso do rio
Como se fosse uma santa
Tua imagem arrefletiu
Eu senti um calafrio
A Maruca estava bela
Como a laranjeira em flor
E me disse, vós não chore
Que eu te espero, meu amor
Junto de Nosso Senhor
Maruca del Sertão
Caminé cuarenta leguas
Sobre mi mula
Fui a casarme
Con Maruca del Sertão
Para aliviar mi corazón
Atravesé selvas vírgenes
Y las llanuras del desierto
La distancia más lejana
Para quien ama, está cerca
Quien quiere bien, sabe que es cierto
Llegué al pueblo
Y vi un azulejo
Pregunté por el paradero
De Maruca del Sertão
Tuve una desilusión
El azulejo me respondió
Si buscas a tu amor
No puedo darte noticias
No soy habitante de aquí
Casi muero de dolor
Seguí caminando
Crucé el puente colgante
Fui a buscar información
En el molino de la cancela
Mi instinto estaba en ella
Y en las aguas del molino
La rueda de agua respondió
Maruca del Sertão
Hace tres noches que murió
Mi pecho se estremeció
Regresé bordeando las aguas
En el remanso del río
Como si fuera una santa
Tu imagen se reflejó
Sentí un escalofrío
Maruca estaba hermosa
Como el naranjo en flor
Y me dijo, no llores
Que te espero, mi amor
Junto a Nuestro Señor
Escrita por: Mario Zan / Palmeira