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Mujer Suficiente

Pandora Zuri

Mulher Suficiente

Vou contar umas coisas que aprendo no meu viver
Único alguém que tu pode se comparar é você
Não faça sua vida uma peça pro outro ver
Do começo ao fim só você vai permanecer

Cansei de esmaecer pra ver se achava algum prazer
Pra me enquadrar no óbvio, cansei de derreter
Preta tu sempre será querida para quem merecer teu amor
Tudo que é ruim, você deixa se decompor
E vai compor a sua vida

Como a mais bela melodia
Melhor que a quinta sinfonia
Deixa o amor ser o guia

O amor faz rir
Não se brinca
O amor diverte
Não zomba
O amor dá vida
Não mata
Desilusão que devasta!

Não deixe ninguém te medir!
Menos ou mais mulher?
Sério? Isso tem que existir?
A mulher suficiente é quem se sente assim
Padrão de vida é sinônimo a limitar o existir

Aquela garotinha ainda vive aqui
O que ela quer aqui é ser feliz
Eu vou ser maior do que o que me entristece
Tudo que aprendo só me fortalece

Baixa autoestima um dia ia me matar
Por isso tive que matá-la
Baixa autoestima um dia ia me matar
Por isso tive que matá-la

Pode me julgar, quem eu sou tu nunca saberá!

A história é bem mais complexa que meio e fim
Poesia vicia, só o papel sabe me ouvir
Meu passatempo é ver a surpresa em quem julga a mim
Alguns dizem que sou lerda, mas tô sempre aqui

Uns na infância me chamavam de bombril
E hoje diz: Tá linda de trança
Me erra, se manca!

Só te dei educação, não confiança
Não confunda!
Meça seus passos
Eu sou ser humano não um artefato
Não é só ideia, são fatos!

Minha vida dirijo
Meu som eu componho
Cara, eu não tenho porta voz
Eu mesma falo

A cada passo, me destaco
A minha arte eu faço
Uns e outros só se garantem no falo

Tenho papel guilhotinada
Caneta de adaga
Mentecaptos racistas são decapitados

É por mim e por nós, irmãs, que eu nunca me calo
Alguns tem egoísmo de empatia mascarado
Promovem a desigualdade em seus desembargos
O gostinho da vitória é nosso
Se racistas querem
Que esperem queimados

É sistemático, não didático
Difícil de explicar, porque viver não é fácil
Carolina de Jesus, o mundo tá na mesma
Uns políticos têm medo das poetas pretas

Os políticos têm medo das poetas

Aquela garotinha ainda vive aqui
O que ela quer aqui é ser feliz
Eu vou ser maior do que o que me entristece
Tudo que aprendo só me fortalece

Baixa autoestima um dia ia me matar
Por isso tive que matá-la
Baixa autoestima um dia ia me matar
Por isso tive que matá-la

O governo é fake news que mata de verdade
Não sou comédia, nem tragédia
Sou realidade
Uns vivem na ficção
Pena que é verdade
Outros de atuação
E eu nem falei de arte

Assim como eles criaram fronteira
Nós conseguimos derrubar barreira
Preta tu é estrela que brilha além da atmosfera
Seguimos disputando a memória da nova era

Mujer Suficiente

Voy a contar unas cosas que aprendo en mi vivir
El único que te puede comparar eres tú
No hagas de tu vida una obra para que otros vean
Desde el principio hasta el final, solo tú permanecerás

Estoy cansada de desvanecerme buscando algún placer
Para encajar en lo obvio, estoy cansada de derretirme
Negra, siempre serás querida por quien merezca tu amor
Todo lo malo, lo dejas descomponerse
Y vas a componer tu vida

Como la más bella melodía
Mejor que la quinta sinfonía
Deja que el amor sea la guía

El amor hace reír
No se juega con él
El amor divierte
No se burla
El amor da vida
No mata
¡Desilusión que devasta!

¡No dejes que nadie te mida!
¿Menos o más mujer?
¿En serio? ¿Eso tiene que existir?
La mujer suficiente es quien se siente así
El estándar de vida es sinónimo de limitar la existencia

Esa niñita aún vive aquí
Lo que ella quiere aquí es ser feliz
Voy a ser más grande que lo que me entristece
Todo lo que aprendo solo me fortalece

La baja autoestima un día me iba a matar
Por eso tuve que matarla
La baja autoestima un día me iba a matar
Por eso tuve que matarla

Puedes juzgarme, quien soy nunca lo sabrás

La historia es mucho más compleja que medio y fin
La poesía es adictiva, solo el papel sabe escucharme
Mi pasatiempo es ver la sorpresa en quienes me juzgan
Algunos dicen que soy lenta, pero siempre estoy aquí

Algunos en la infancia me llamaban de "bombril"
Y hoy dicen: "Estás linda con trenza"
¡Desvíate, hazte un favor!

Solo te di educación, no confianza
¡No confundas!
Mide tus pasos
Soy ser humano, no un artefacto
No es solo idea, ¡son hechos!

Dirijo mi vida
Compongo mi sonido
No tengo portavoz
Yo misma hablo

A cada paso, me destaco
Mi arte lo hago
Algunos solo se garantizan en el hablar

Tengo papel guillotinado
Pluma de daga
Los mentecatos racistas son decapitados

Es por mí y por nosotras, hermanas, que nunca me callo
Algunos tienen el egoísmo de la empatía disfrazada
Promueven la desigualdad en sus desembarcos
El sabor de la victoria es nuestro
Si los racistas quieren
Que esperen quemados

Es sistemático, no didáctico
Difícil de explicar, porque vivir no es fácil
Carolina de Jesús, el mundo está igual
Algunos políticos temen a las poetas negras

Los políticos temen a las poetas

Esa niñita aún vive aquí
Lo que ella quiere aquí es ser feliz
Voy a ser más grande que lo que me entristece
Todo lo que aprendo solo me fortalece

La baja autoestima un día me iba a matar
Por eso tuve que matarla
La baja autoestima un día me iba a matar
Por eso tuve que matarla

El gobierno son noticias falsas que matan de verdad
No soy comedia, ni tragedia
Soy realidad
Algunos viven en la ficción
Lástima que es verdad
Otros de actuación
Y ni siquiera he hablado de arte

Así como ellos crearon fronteras
Nosotras logramos derribar barreras
Negra, tú eres estrella que brilla más allá de la atmósfera
Seguimos disputando la memoria de la nueva era

Escrita por: Pandora Zuri