Labaredas
Eu já não posso mais ouvir essa canção,
Eu já não posso mais...
Eu já não posso mais ouvir que sim, sentir que não.
Dizer que tanto faz.
Os olhos e as mãos já secaram tanto...
Já descartei tantos ás.
Se é insensível ao calor do meu manto
Pra que tanto mas?
Eu vejo a solidão em minha porta.
Vejo o céu a minha volta.
Mas não vejo um mundo sem você.
Percebo um chão que já não me suporta...
Esqueça o céu, e entao me solta.
Já não há razão pra te ter.
Tanto procurei outra verdade.
Pra completar, pra preencher o nosso amor.
Mas nada nega um vazio, mesmo que metade.
E não sou eu quem vai negar a dor.
Eu tiro a sandália, eu ponho os pés no chão.
Enxugo um mar de brasa, o meu deserto.
Eu queria ser um sol, pra sua escuridão,
Um refrão, ou um passo certo.
Eu vejo a solidão em minha porta.
Vejo o céu a minha volta.
Mas não vejo um mundo sem você.
Percebo um chão que já não me suporta...
Esqueça o céu, e entao me solta.
Já não há razão pra te ter.
Llamas
Ya no puedo escuchar más esta canción,
Ya no puedo más...
Ya no puedo escuchar un sí, sentir un no.
Decir que tanto da.
Los ojos y las manos ya se han secado tanto...
Ya he descartado tantos ases.
Si es insensible al calor de mi manto,
¿Para qué tanto más?
Veo la soledad en mi puerta.
Veo el cielo a mi alrededor.
Pero no veo un mundo sin ti.
Siento un suelo que ya no me soporta...
Olvídate del cielo, y entonces suéltame.
Ya no hay razón para tenerte.
Tanto busqué otra verdad.
Para completar, para llenar nuestro amor.
Pero nada niega un vacío, aunque sea la mitad.
Y no soy yo quien va a negar el dolor.
Me quito las sandalias, pongo los pies en el suelo.
Se seca un mar de brasas, mi desierto.
Quisiera ser un sol, para tu oscuridad,
Un estribillo, o un paso seguro.
Veo la soledad en mi puerta.
Veo el cielo a mi alrededor.
Pero no veo un mundo sin ti.
Siento un suelo que ya no me soporta...
Olvídate del cielo, y entonces suéltame.
Ya no hay razón para tenerte.