Minha
Como a lua que sempre me olha
Com o mesmo lado
Oculta de mim sua face escura
Como esfinge que sempre me olha
Interrogativa
Decifra-me ou te devoro
Eu sei
Que algo há de existir
Mas eu só tenho a dúvida
Não sei
Se isso é bom pra mim
Mas eu te quero
Límpida, cálida, próxima, minha
Como os olhos que sempre se cruzam
Com o mesmo desejo
E não enxergam o outro lado
Como a chuva que sempre desaba
Em terreno infértil
E não sabe se algo ali há de germinar
Você tem o prazer da dúvida
Me tem em suas mãos
Mas disfarça assim, tão cínica
Tira o meu chão
Eu sei
Que algo há de existir
Mas eu só tenho a dúvida
Não sei
Se isso é bom pra mim
Mas eu te quero
Límpida, cálida, próxima, minha
Mía
Como la luna que siempre me observa
Con el mismo lado
Oculta de mí su rostro oscuro
Como la esfinge que siempre me mira
Interrogativa
¡Descifráme o te devoro!
Yo sé
Que algo debe existir
Pero solo tengo la duda
No sé
Si esto es bueno para mí
Pero te quiero
Clara, cálida, cercana, mía
Como los ojos que siempre se encuentran
Con el mismo deseo
Y no ven el otro lado
Como la lluvia que siempre cae
En terreno estéril
Y no sabe si algo germinará allí
Tienes el placer de la duda
Me tienes en tus manos
Pero disimulas así, tan cínica
Me quitas el suelo
Yo sé
Que algo debe existir
Pero solo tengo la duda
No sé
Si esto es bueno para mí
Pero te quiero
Clara, cálida, cercana, mía
Escrita por: Papagaio Elétrico / Sandro Marte