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A la Esperanza con Cariño

Partido dos Poetas Pobres

À Esperança Com Carinho

Dizem que as crianças crescem
Como plantas num jardim
Quando crescem, viram rosas amarelas
Perdem toda a transparência,
Mostram súbita palidêz

A esperança mata os velhos
E eu preciso de tempo...

Lembra-te do teu amigo morto,
Num sonho ruim?
O teu pai histérico grita,
Você ávido também.
Mas estamos bem assim
Estamos bem...
A esperança mata os velhos
E Eu preciso de tempo....

Hoje não quero você, tua voz, teu afago
Eu quero flores negras, flores negras
Hoje não posso te ouvir,
Eu temo a longevidade...
Eu quero ser cores e perfumes...
Mas estamos bem assim... é como um suicídio.

A la Esperanza con Cariño

Dicen que los niños crecen
Como plantas en un jardín
Cuando crecen, se convierten en rosas amarillas
Pierden toda transparencia,
Muestran repentina palidez

La esperanza mata a los viejos
Y necesito tiempo...

¿Recuerdas a tu amigo muerto,
En un mal sueño?
Tu padre histérico grita,
Tú también ansioso.
Pero estamos bien así
Estamos bien...
La esperanza mata a los viejos
Y necesito tiempo...

Hoy no te quiero a ti, tu voz, tu caricia
Quiero flores negras, flores negras
Hoy no puedo escucharte,
Temo a la longevidad...
Quiero ser colores y perfumes...
Pero estamos bien así... es como un suicidio.

Escrita por: João Augusto / PPP