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Árboles

Partido dos Poetas Pobres

Árvores

Eu não sinto meus pés no chão,
Qualquer destino me faz andar.
Você não indica a direção,
Nem ao menos onde quer chegar.

Os dias rodam num turbilhão
Enquanto as pernas se distraem.
Alguém acorda de mau humor
E o melhor de mim se esvai

Isso não foi nada meu bem, isso não foi quase nada.
Nossas vidas não são de ninguém, mesmo que andemos na mesma estrada.

Pois, humanos não são árvores, é uma pena.
Humanos tem pés e os teus não são meus.
Humanos não são árvores, mas que pena...

Discoteca num edredom, me confundes com um go-go boy,
Nossas roupas estão no chão, mais um dia ficou pra trás.

Isso não foi nada meu bem, isso não foi quase nada.
Nossos passos não encontram ninguém, porém andamos na mesma estrada...

Mas humanos não são árvores, é uma pena.
Humanos tem pés e os teus não são meus.
Humanos não são árvores, mas que pena...
Eu não sinto meus pés no chão...

Árboles

No siento mis pies en el suelo,
Cualquier destino me hace caminar.
Tú no indicas la dirección,
Ni siquiera dónde quieres llegar.

Los días giran en un torbellino
Mientras las piernas se distraen.
Alguien se despierta de mal humor
Y lo mejor de mí se desvanece.

Esto no fue nada, mi amor, esto no fue casi nada.
Nuestras vidas no le pertenecen a nadie, aunque caminemos por el mismo camino.

Porque los humanos no son árboles, es una lástima.
Los humanos tienen pies y los tuyos no son míos.
Los humanos no son árboles, pero qué lástima...

Discoteca en un edredón, me confundes con un go-go boy,
Nuestras ropas están en el suelo, otro día quedó atrás.

Esto no fue nada, mi amor, esto no fue casi nada.
Nuestros pasos no encuentran a nadie, pero caminamos por el mismo camino...

Pero los humanos no son árboles, es una lástima.
Los humanos tienen pies y los tuyos no son míos.
Los humanos no son árboles, pero qué lástima...
No siento mis pies en el suelo...

Escrita por: João Augusto Machado / Klaus Merschbacher / Partido Dos Poetas Pobres