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Perdón

Patrick Redante e Grupo Sem Fronteira

Desculpe

Desculpe se não lhe agrada minha estampa de índio vago
Eu trago dentro do peito toda a glória do meu pago
Sou quero-quero monarca, defensor desta querência
Eu tenho o cheiro da terra perfumando minha existência!

Desculpe deste meu jeito meio quieto desconfiado
Não sou de pegar com a mão, pra chegar eu tenho lado
Não brinco com marimbondo, nem pactuo com carancho
Não danço em baile de cobra, não abro porta de rancho!

Desculpe de minha tenência de gaúcho cantador
Eu só canto nos meus versos o que é nosso e tem valor
Não me troco pro promessa, nem bajulo figurão
Eu venho de sangue farrapo forjado na tradição

Desculpem de minha fama, o que dizem por ai
Eu sou do jeito que sou, me criei como nasci
Eu sou a sombra do pago em qualquer lugar que ande
Eu sou a força da raça, crioula do meu rio grande

Perdón

Perdón si mi apariencia de indio vagabundo no le agrada
Llevo en mi pecho toda la gloria de mi tierra natal
Soy un tero monarca, defensor de esta tierra
Tengo el olor a tierra perfumando mi existencia

Perdón por mi manera un tanto reservada y desconfiada
No suelo agarrar con la mano, tengo mi forma de acercarme
No juego con avispas, ni me junto con caranchos
No bailo en fiestas de serpientes, no abro puertas de ranchos

Perdón por mi costumbre de gaucho cantor
Solo canto en mis versos lo nuestro y valioso
No me cambio por promesas, ni halago a los poderosos
Vengo de sangre farrapa forjada en la tradición

Perdón por mi reputación, lo que dicen por ahí
Soy como soy, crecí como nací
Soy la sombra de mi tierra en cualquier lugar que vaya
Soy la fuerza de la raza, criolla de mi Río Grande

Escrita por: Honeyde Bertussi