395px

Capucha

PatuáH

Carapuça

Não é fácil fazer arte música cultura no Brasil
Dos filhos deste solo, nem sempre és mãe gentil
Povo rico culturalmente e pobre de político decente
Que pintam, bordam, mentem, sambam na cara da gente

Terra de grandes gênios, mestres do cultivo
Que estão esquecidos por falta de incentivo
Quanto mais conhecimento ainda será perdido?
Quantos Einsteins vão morrer sem ter a chance de saber?

Quantas curas são escondidas só pro dinheiro crescer!
E se a carapuça servir é que estamos de olho em você!

Peixe que caça e é fisgado
Cria da caça abandonado
Menino no farol marginalizado
Do malabares, conclave ao fogo cruzado
Do corote ao molotov queimado
Respirando tóxico é envenenado
Latino americano alienado
E o sangue brasileiro foi derramado
E junto a outros sangues miscigenados
Escravizaram e continuam o seu legado
Quinto dos infernos eternizado
Trouxeram a penitência ao monte abençoado!

Quantos talentos abafados pela corrupção
Até artistas acabam por varrer o chão
Por falta de opção, pois precisam de um ganha pão
Enquanto na TV o que da ibope é vacilação
Político ladrão sim, polícia na favela
O tráfico se renova e isso tala a goela
É o morador da blusa verde e amarela
Que pinta o asfalto com seu sangue pique aquarela
Gritos revoltados dos moradores nas janelas
Alguns quebram a cidade e outros só batem panela
Independentemente de qual é a sua meta
Esse é o país onde os 10% não vivem na merda sim, favela asfalto
Asfalto favela até o fim da nossa história é mão pro alto
É mão pro alto, é mão pro alto!

Esse é meu apelo por todos os brasileiros que trabalham o dia inteiro
E no final do mês, mais uma vez, não sentem nem o cheiro do dinheiro

Esse é meu apelo por todos os brasileiros que trabalham o dia inteiro
E no final do mês, mais uma vez, continua o mesmo o desespero

Quantas curas são escondidas só pro dinheiro crescer!
E se a carapuça servir é que estamos de olho em você!

Capucha

No es fácil hacer arte música cultura en Brasil
De los hijos de esta tierra, no siempre eres madre gentil
Pueblo rico culturalmente y pobre de políticos decentes
Que hacen de todo, mienten, bailan samba en la cara de la gente

Tierra de grandes genios, maestros del cultivo
Que están olvidados por falta de incentivo
¿Cuánto conocimiento más se perderá?
¿Cuántos Einsteins morirán sin tener la oportunidad de saber?

¡Cuántas curas se esconden solo para que el dinero crezca!
Y si la capucha te queda es porque estamos de ojo en ti

Pez que caza y es pescado
Cria de la caza abandonado
Niño en el farol marginado
De malabares, conclave al fuego cruzado
Del corote al molotov quemado
Respirando tóxicos es envenenado
Latinoamericano alienado
Y la sangre brasileña fue derramada
Junto a otras sangres mestizadas
Esclavizaron y continúan su legado
Quinto de los infiernos eternizado
Trajeron la penitencia al monte bendito

¿Cuántos talentos sofocados por la corrupción?
Incluso artistas terminan barriendo el suelo
Por falta de opciones, necesitan un salario
Mientras en la TV lo que da rating es la vacilación
Políticos ladrones sí, policía en la favela
El tráfico se renueva y eso aprieta la garganta
Es el habitante de la camiseta verde y amarilla
Que pinta el asfalto con su sangre como acuarela
Gritos de los residentes en las ventanas
Algunos destrozan la ciudad y otros solo golpean cacerolas
Independientemente de cuál sea tu meta
Este es el país donde el 10% no vive en la miseria, sí, favela asfalto
Asfalto favela hasta el final de nuestra historia, manos arriba
¡Manos arriba, manos arriba!

Este es mi llamado para todos los brasileños que trabajan todo el día
Y al final del mes, una vez más, ni siquiera huelen el dinero

Este es mi llamado para todos los brasileños que trabajan todo el día
Y al final del mes, una vez más, el desespero continúa igual

¡Cuántas curas se esconden solo para que el dinero crezca!
Y si la capucha te queda es porque estamos de ojo en ti

Escrita por: